Catorze dias é duração mínima da fase vermelha em SP, diz Gabbardo

O coordenador-executivo do Centro de Contingência da Covid-19 de São Paulo disse que não há possibilidade do governo diminuir período na fase vermelha

Produzido por Elis Franco, da CNN São Paulo

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Com o Brasil e São Paulo no pior momento da pandemia, o governador paulista João Doria (PSDB) decidiu colocar todo o estado na fase vermelha, a mais restritiva do plano de contenção da pandemia. Assim, nos próximos 14 dias apenas serviços essenciais poderão funcionar nas cidades paulistas.

Em entrevista à CNN, João Gabbardo, coordenador-executivo do Centro de Contingência da Covid-19 de São Paulo, falou sobre a decisão do governo estadual e disse que mesmo se a próxima semana mostrar uma melhora dos indicadores da Covid-19 em São Paulo, o estado ainda vai manter os 14 dias de fase vermelha.

De acordo com Gabbardo, esse período de duas semanas é o “mínimo” em que o estado estará nesta fase mais restritiva, com apenas serviços essenciais abertos.

“Serão no mínimo 14 dias de fase vermelha. Se melhorarmos os números em uma semana não vamos modificar os planos. Ao final deste período, vamos avaliar região por região para fazer a reclassificação. Se formos efetivos nesse período, mais rapidamente poderemos ter certa normalidade.”

Questionado sobre a liberação de atividades religiosas como serviço essencial, Gabbardo disse que a decisão não foi unânime no Centro de Contingência, mas disse que uma medida do Governo Federal dificultou a retirada das atividades da lista de exceções para funcionamento no momento mais restrito do Plano São Paulo.

“A liberação de igrejas não foi unanimidade no centro de contingência. Boa parte dos consultores acham que isso não deveria ficar aberto. Mas existe um decreto federal que coloca igrejas como serviço essencial, dessa forma ficamos com pouca margem para fechar esses serviços,” disse Gabbardo.

 João Gabbardo
O médico João Gabbardo, chefe do centro de combate ao novo coronavírus em São Paulo, em entrevista à CNN
Foto: CNN (05.jun.2020)

Publicado por Guilherme Venaglia

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