Cirurgia de catarata: saiba como é o procedimento que Lula será submetido

Procedimento rápido tem como objetivo substituir a lente opaca do olho por uma artificial para melhorar a visão

Giu Aya, da CNN Brasil
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)  • Ricardo Stuckert/PR
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A catarata é uma condição em que o cristalino, a lente natural do olho, perde a transparência, causando visão embaçada, dificuldade para enxergar cores e ofuscamento. Este problema é mais comum com o envelhecimento e, por vezes, pode ser acompanhado de outras condições, como diabetes ou hipertensão.

O presidente Lula passou por exames, nesta quinta-feira (29), para a realização de uma cirurgia de catarata no olho esquerdo, algo que não é novo para ele, já que em 2020 também se submeteu ao procedimento com sucesso.

O que é catarata

A catarata acontece quando o cristalino, a lente natural do olho, perde a transparência. Com isso, a visão fica embaçada, menos nítida e com maior sensibilidade à luz. Também é comum a dificuldade para enxergar cores e detalhes, especialmente à noite.

Na maioria dos casos, a catarata está relacionada ao envelhecimento, mas também pode surgir mais cedo em pessoas com doenças como diabetes, hipertensão ou obesidade.

Como é feito o diagnóstico

Segundo a Mayo Clinic, identificar a catarata, o oftalmologista realiza uma avaliação completa dos olhos. Entre os exames mais comuns estão o teste de acuidade visual, o exame com lâmpada de fenda para observar as estruturas do olho, a análise da retina e a medição da pressão ocular.

Esses exames ajudam a confirmar o diagnóstico e a descartar outros problemas que possam afetar a visão.

Como funciona a cirurgia

Ainda conforme a clínica, a cirurgia de catarata é considerada um dos procedimentos mais seguros e eficazes para corrigir a visão prejudicada por essa condição. Durante a cirurgia, a lente opaca é removida e substituída por uma lente intraocular artificial, que pode durar por toda a vida.

A operação é realizada em regime ambulatorial, ou seja, o paciente não precisa ser internado, e o procedimento é realizado com anestesia local, o que significa que o paciente permanece acordado.

A recuperação é geralmente rápida, com a maioria das pessoas retomando as atividades normais após algumas semanas. No entanto, a cirurgia não é isenta de riscos, como infecção, sangramentos e o deslocamento da retina, o que é mais raro, mas pode acontecer. Por isso, o acompanhamento médico pós-operatório é essencial.

É importante destacar que, antes de considerar a cirurgia, é necessário consultar um oftalmologista, que pode realizar exames como o teste de acuidade visual, a avaliação da retina e a pressão intraocular para confirmar o diagnóstico e o melhor momento para a operação.

Em muitos casos, os oftalmologistas recomendam a cirurgia quando as cataratas começam a interferir nas atividades diárias, como dirigir à noite ou ler.