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    Cirurgia é efetiva, mas não para todos os casos de endometriose, diz médica

    Em entrevista à CNN, Ludhmilla Hajjar explicou métodos de prevenção e tratamento contra a doença

    Layane SerranoRenata Souzada CNN

    em São Paulo

    Em entrevista à CNN neste domingo (24), a médica clínica e cardiologista Ludhmila Hajjar explicou que não são todos os casos de endometriose que exigem cirurgia, como ocorreu com a cantora Anitta — que segue em recuperação, após ser operada em São Paulo.

    “O tratamento cirúrgico não é o tratamento mais comum, muitas vezes nós conseguimos conter a doença com um tratamento hormonal, com modulação hormonal, de dieta, modificação de hábitos de vida. A cirurgia é um tratamento muito eficaz, mas nós utilizamos para casos mais avançados”, disse a médica, que compõe a equipe que está cuidando de Anitta.

    A estimativa é de que, em todo o mundo, a endometriose afete cerca de 180 milhões de mulheres, sendo mais de 7 milhões somente no Brasil. Segundo Hajjar, um dos principais obstáculos no combate à doença é o diagnóstico tardio: “quando nós fazemos o diagnóstico de endometriose, geralmente, a mulher já tem, em média, sete anos a endometriose.”

    Apesar de, em casos graves, a infecção causar infertilidade irreversível, a médica explica que “a endometriose é uma doença muito comum”, que tem tratamento.

    “Endométrio é a camada interna que reveste o útero. A camada interna que reveste o útero, quando ocorre o ciclo menstrual, ela sofre uma descamação e é por isso que a mulher menstrua de uma maneira regular. Na endometriose, por uma série de mecanismos que estão sendo estudados e melhor esclarecidos, durante o período no qual o endométrio deveria descamar e o fluxo menstrual ocorrer de maneira normal, ocorre um fluxo retrógrado”, esclarece.

    Diante do elevado número de casos da doença, Hajjar alerta para a importância de buscar assistência diante de qualquer um dos sintomas, como:

    • Dor durante o período menstrual;
    • Dor durante a atividade sexual;
    • Alteração dos tratos urinário e intestinal.

    “É comum a mulher ter cólica menstrual? É comum, mas uma cólica de leve intensidade, autolimitada. Não é comum que essa cólica seja intensa, que ela seja, periodicamente, recorrente, que ela realmente gere um problema para a mulher, uma dor forte”, alerta. Nesses casos, “tem que procurar assistência médica”, afirma a médica.