CNN Sinais Vitais aborda os caminhos para a cura do câncer de mama

A prevenção da doença, que atinge cerca de 60 mil mulheres no Brasil a cada ano, ganha destaque neste mês pela campanha Outubro Rosa

Lucas RochaCarolina Marcelinoda CNN

em São Paulo

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Nesta semana, o CNN Sinais Vitais discute os caminhos para a cura do câncer de mama. A prevenção da doença ganha destaque neste mês pela campanha Outubro Rosa. Segundo a Sociedade Brasileira de Mastologia, o Brasil registra cerca de 60 mil casos de câncer de mama a cada ano.

O CNN Sinais Vitais, apresentado pelo cardiologista Roberto Kalil, vai ao ar nesta quarta-feira (27), às 22h30, logo após o Jornal da CNN, na faixa nobre da CNN Brasil.

As alterações genéticas que aumentam o risco do câncer de mama podem ser herdadas dos pais para os filhos. No entanto, a frequência de mutações que podem favorecer o surgimento da doença na população em geral é baixa. Cerca de 10% dos casos de câncer de mama são de origem genética. Os outros 90% dos casos não têm um fator direto.

Para as pessoas que contam com histórico do câncer de mama na família, o mapeamento genético pode ser indicado. O teste não é oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e custa cerca de R$ 2 mil na rede particular.

“Nós precisamos de uma consciência maior de que detectar precocemente salva vidas. E vai trazer uma economia para o governo que não tem que gastar com internação e quimioterapia”, afirmou a geneticista Maria Isabel Achatz, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

A equipe da CNN acompanhou a cirurgia de uma paciente que decidiu fazer a mastectomia bilateral preventiva, que consiste na retirada do tecido das duas mamas. Aos 36 anos, a paciente tomou a decisão após o pai ser diagnosticado com câncer de mama. Ela fez o mesmo procedimento que a atriz Angelina Jolie.

Segundo o médico Antonio Carlos Buzaid, diretor do Centro de Oncologia e Hematologia do Hospital Beneficência Portuguesa, em São Paulo, fatores como menopausa tardia, consumo de bebida alcoólica e alimentação desbalanceada favorecem o surgimento da doença.

“Existe uma correlação direta entre tamanho do tumor de mama e o risco da pessoa falecer daquele câncer de mama. Quanto menor, mais precoce você detectar, maiores são as chances de cura”, afirmou Antonio (veja entrevista o vídeo acima).

Por outro lado, a amamentação é considerada um fator de proteção contra o câncer de mama. “O tecido que não sofreu uma gestação é mais suscetível a sofrer modificações ambientais e dar origem ao tumor”, explicou o oncologista Antônio Frasson, titular do Grupo de Mama/Centro de Oncologia do Hospital Israelita Albert Einstein, de São Paulo.

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