CNN Talks discute o futuro da Saúde no Brasil; assista à íntegra
Evento liderado pelo cardiologista Roberto Kalil contou também com a participação ministros Gilmar Mendes e Nísia Trindade
Em sua 13ª edição, o CNN Talks abordou a “Saúde no Brasil e as Estratégias para Impulsionar o Futuro”, reunindo especialistas, legisladores, profissionais da saúde e representantes da indústria para um jantar-debate no Palácio Tangará, em São Paulo, nesta segunda-feira (21).
Assista acima à íntegra do CNN Talks Saúde no Brasil: estratégias para impulsionar o futuro.
Liderado pelo cardiologista Roberto Kalil, também apresentador da CNN Brasil, onde comanda o programa Sinais Vitais, o encontro inédito teve como propósito impulsionar um dos segmentos que mais afetam o desenvolvimento socioeconômico do país.
Saúde no Brasil
O encontrou traçou diagnósticos e propostas para impulsionar o setor, que tem impacto direto no desenvolvimento socioeconômico do país e na vida do brasileiro.
Com presenças do ministro do STF Gilmar Mendes, da ministra da Saúde Nísia Trindade e do vice-presidente Geraldo Alckmin, ocasião em que discutiu a sustentabilidade do setor, seu futuro e os impactos da judicialização nos serviços e na população.
O evento reuniu também o presidente da Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge), Gustavo Ribeiro; o diretor-presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Paulo Rebello; Ana Estela Haddad, Secretária de Informação de Saúde Digital do Ministério da Saúde, Douglas Figueredo, Diretor-presidente da Geap Saúde; Christianne Dias, diretora-executiva da ABCON SINDCON; José Gordon, Diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do BNDES; Eleuses Paiva, Secretário de Estado da Saúde de São Paulo; e Daniel Pereira, diretor da Anvisa.
Bets
As apostas esportivas são uma pauta que a ministra da Saúde, Nísia Trindade, já vinha discutindo no âmbito da saúde há um tempo. Para Nísia, o vício no país chegou ao nível de uma pandemia.
No CNN Talks, a ministra reiterou que as bets “fazem mal à saúde” e que a rota de ação para elas deve ser semelhante à postura adotada com o tabagismo.
“Muito importante dizer que as bets fazem mal à saúde. Proponho e tenho dito que devemos dar tratamento semelhante ao que damos ao tabagismo, no combate do qual o Brasil avançou muito”, disse.
Confiança do setor
No estúdio de vidro do evento, Nísia se voltou à questão das fake news, e avalia que a desinformação ainda é, desde a pandemia, um dos grandes desafios para a saúde no Brasil.
Enquanto isso, o diretor da Anvisa Daniel Pereira reforçou que a agência segue com critérios “muito rigorosos” para aprovar medicamentos. “Todos podem ter certeza de que os aprovados pela Anvisa são medicamentos seguros e com eficácia comprovada”, disse.
Ainda assim, ele reforçou que o órgão trabalha de modo a aprovar registros de medicamentos e tratamentos com mais celeridade.
Judicialização da saúde
A judicialização da saúde é entendida como o fenômeno crescente de ações judiciais contra o Estado, que pedem o fornecimento de tratamentos médicos. Para o ministro Gilmar Mendes, a judicialização é um reflexo de uma população mais informada sobre seus direitos e de possibilidades de tratamento para si e seus entes queridos.
Mas ele aponta que os processos expõe os desafios do sistema de saúde no país. “A judicialização por vezes é uma maneira de indicar que o sistema ainda não funciona da maneira mais adequada. Os desafios são imensos”, disse durante o evento.
Dentro da saúde, um dos setores mais afetados pelas judicializações é o de seguros e planos. Para Paulo Rebello, o excesso de processos precisa ser enfrentado no país.
Investimentos
O diretor do BNDES, José Gordon, aponta que 2024 está sendo um ano de recorde de investimentos no setor de saúde do país.
Somente nos primeiros seis meses deste ano, a instituição aprovou cerca de R$ 2 bilhões em crédito às farmacêuticas – um recorde absoluto. O valor está 32% acima da cifra concedida em todo ano de 2023 e é 12% superior à soma do período entre 2019 e 2022, relativo ao governo de Jair Bolsonaro (PL).
“Não é só um setor de saúde que faz genérico. É um setor que está inovando, desenvolvendo tecnologia, fármacos e biofarmacos”, comentou Gordon.
Saneamento básico
Um assunto que veio à tona com o secretário de saúde de São Paulo, Eleuses Paiva, é o processo de privatização da Sabesp. Sua avaliação é que a venda da estatal pode impulsionar a prevenção em saúde no estado.
“A privatização da Sabesp tem finalidade de levar água tratada e esgoto a 100% das pessoas no estado, o que permitiria a São Paulo ser o primeiro da federação a atingir a universalização”, disse Paiva no estúdio de vidro.
O grande projeto da Sabesp é concluir a universalização do saneamento básico no estado. A avaliação da diretora-executiva da Abcon Sindcon, Christianne Dias, é que a universalização do saneamento básico no país poderia gerar uma economia de R$ 25 bilhões com saúde até 2040.
“Trazer saneamento é uma forma de prevenir doenças. Serviços de saneamento ajudam a saúde pública”, disse no evento em São Paulo.
Saúde de Lula
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sofreu um acidente doméstico no sábado (19). A queda forçou o mandatário a cancelar viagem para a Rússia, onde teria agenda com as autoridades do Brics.
Mais cedo, Lula disse que a queda foi uma "bobagem", mas que o resultado "foi grave". O presidente precisou levar cinco pontos na parte de trás da cabeça.
O médico pessoal do presidente Lula, Dr. Roberto Kalil, atualizou o quadro de saúde do mandatário após o acidente doméstico. Segundo o Dr. Kalil, o presidente sofreu um traumatismo craniano e um trauma na região frontal.
“Foram feitos exames no fim de semana, algumas alterações pequenas a nível do cérebro, como foi divulgado. Ele está bem estável, sem sintoma nenhum”, afirmou o médico.
Presente no evento, o vice-presidente Geraldo Alckmin - que é médico de formação - afirmou que Lula está muito bem e que já voltou a trabalhar.
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