Com aprovação da Anvisa, usaremos Coronavac em crianças, diz Queiroga à CNN

Ministro da Saúde disse que as vacinas não devem ser um fator condicionante para o retorno presencial às aulas previsto para o fim do mês

Basília RodriguesLéo Lopesda CNN

em Brasília e em São Paulo

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vacinação de crianças entre 5 e 11 anos contra a Covid-19 no Brasil teve início neste fim de semana em nove capitais: Florianópolis, Belo Horizonte, Campo Grande, Salvador, São Luís, Fortaleza, Aracaju, Vitória e Recife. Já no domingo (16), foi a vez de Brasília e João Pessoa iniciarem a imunização do grupo.

Nesta segunda-feira (17), 10 capitais iniciam a vacinação e outras duas abrem o cadastro.

Em entrevista à CNN, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, elencou as condições para que o governo federal comece a utilizar a Coronavac em crianças.

O ministro afirmou que, caso a vacina seja aprovada pela equipe técnica da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e por uma análise da aprovação feita internamente pelo Ministério, a vacina contra Covid-19 do Instituto Butantan poderá ser disponibilizada à população brasileira.

Ele argumenta que embora vacinas que utilizam a tecnologia da Coronavac tenham sido aprovadas em outros países, elas não receberam aprovação regulatória no Brasil para essa faixa etária.

“A Anvisa faz parte de um rol de agências que tem patamar de exigência de mais segurança nas suas análises”, afirmou. Ele pontua que agência, como a Europeia de Medicamentos (EMA) e o FDA (Food and Drug Administration) dos Estados Unidos, aprovaram apenas o imunizante da Pfizer para vacinação infantil.

“Sempre queremos que tenha mais insumos, mais vacinas, mais medicamentos disponíveis. Mas é preciso observar os aspectos regulatórios”, pontuou.

Queiroga também declarou que não seria necessária nova audiência pública para discutir a vacinação infantil. No entanto, ele pontua que “a questão não é acelerar” o processo de imunização das crianças.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, em entrevista à CNN / Reprodução/CNN Brasil (17.jan.2022)

“As doses têm que ser aplicadas no momento certo, observando as recomendações do Ministério da Saúde e da Anvisa para que não aconteçam erros vacinais como aqui no meu estado da Paraíba”, disse.

O ministro também destacou que as vacinas não devem ser um fator condicionante para o retorno presencial às aulas previsto para o fim do mês.

Ele argumenta que a vacinação, de acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde, não é obrigatória. “É desarrazoado se associar vacinação com aulas. As aulas devem acontecer, a segurança existe, as medidas são as mesmas. Aos pais que quiserem vacinar seus filhos, as vacinas estarão disponíveis”, afirmou.

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