Com duas entregas na semana, tendência é que não faltem doses, diz secretário
Segundo o secretário-executivo do Ministério do Saúde, Rodrigo Cruz, municípios recebem mais 6 milhões de doses neste sábado (31)
Com o Ministério da Saúde realizando duas entregas de doses das vacinas contra a Covid-19, a tendência é que não faltem mais doses para aplicação, de acordo com o secretário-executivo da pasta, Rodrigo Cruz. Segundo ele, mais de 40 milhões de doses foram entregues no mês de julho.
"Quando a vacina chega existe um fluxo que precisa ser cumprido para a liberação. As doses não ficam paradas e, a medida que temos a liberação, essas vacinas são despachadas. Entre terça e quarta tivemos entrega e hoje temos mais uma", disse.
Segundo Cruz, duas entregas semanais deverão acontecer às segundas e quintas "para que se tenha uma regularidade no recebimento das vacinas". "Esse é o esforço do Ministério para que a gente consiga suprir as necessidades das capitais", disse.
Retirada de máscaras e plano de testagem
Para o secretário, o momento pede que as medidas não-farmacológicas sejam mantidas diante dos casos da variante Delta. Está em andamento no Ministério da Saúde um estudo para verificar a possibilidade da retirada destas medidas e, segundo Cruz, algumas variáveis são observadas para que a retirada de máscaras possa ser adotada. Mesmo diante de uma transmissibilidade mais alta, a prefeitura do Rio de Janeiro anunciou que deve retirar a obrigatoriedade do uso de máscaras em novembro.
"O presidente [Jair Bolsonaro] solicitou ao Ministério da Saúde o estudo para verificar quando isso [retirada de máscaras] seria possível e o ministério tem feito estudos e observado as experiências internacionais. Algumas variáveis precisam ser levadas em consideração para que a gente possa sugerir isso, como a quantidade de casos confirmados, a lotação dos hospitais. A recomendação do Ministério da Saúde é pela continuidade das medidas não-farmacológicas", disse.
Ao assumir a pasta, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, prometeu implementar um plano de testagem em massa. Segundo Cruz, este plano já está pronto e terá como parceiro a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
A expectativa da pasta é que os testes sejam implementados, de fato, ainda na primeira quinzena de agosto. "Em agosto implementamos essa estratégia do teste. E tão importante quanto o teste é a orientação da população sobre o que fazer após o resultado do teste. Dependemos da capacidade produtiva da Fiocruz, mas devemos [implementar] na primeira quinzena de agosto", disse o secretário. Segundo ele, haverá a busca ativa de 10 a 12 milhões de pessoas para testagem.