Como é feito o tratamento de intoxicação por metanol?

O tratamento deve ser feito assim que os sintomas surgem, como dor de cabeça, dor abdominal e visão turva ou cegueira

Gabriela Maraccini, da CNN
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O estado de São Paulo acumula 22 casos de intoxicação por metanol relacionados ao consumo de bebidas alcoólicas adulteradas, segundo o governador Tarcísio de Fretais. Cinco mortes já foram identificadas até o momento -- uma confirmada e quatro em investigação.

A preocupação cresce conforme mais casos são reportados, e é preciso redobrar a atenção enquanto mais informações sobre o caso não são divulgadas.

 

 

Os sintomas iniciais da intoxicação aparecem, em média, de 12 a 24 horas após a ingestão da substância, segundo o Ministério da Saúde. Os sinais de alerta podem incluir:

  • Dor de cabeça;
  • Náuseas e vômitos;
  • Dor abdominal;
  • Confusão mental;
  • Visão turva repentina ou cegueira, em ambos os olhos.

O tratamento adequado depende dos exames iniciais e da confirmação no laboratório. Entre as opções possíveis estão o o uso de corretores de acidez, como bicarbonato, o tratamento com vitaminas, como ácido fólico, e o uso de antídotos, como o etanol venoso, que inibe a enzima álcool desidrogenase para prevenir a formação de seus metabólitos. Seu uso está restrito aos centros de referência em intoxicação do Sistema Único de Saúde (SUS).

Outro antídoto usado para o tratamento da intoxicação por metanol é o fomepizol, porém a substância não tem registro no Brasil.

Em casos graves, a hemodiálise pode ser feita para eliminar o metanol do organismo do paciente.

Diante dos sintomas, o Ministério da Saúde orienta o paciente a procurar atendimento médico no serviço de emergência mais próximo de sua casa para a investigação diagnóstica e tratamento adequado.

O profissional de saúde deve ligar para o Centros de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox) da sua região para que o serviço de saúde faça a notificação e a investigação do caso.