Como prevenir o câncer? Kalil e convidados debatem o tema

Paulo Hoff e Maria Ignez Braghiroli participam do "CNN Sinais Vitais" e abordam causas e prevenção da doença no Brasil

Nathalie Ayres, da CNN Brasil
Compartilhar matéria

O câncer continua entre os maiores desafios da saúde pública no Brasil. Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) estimam cerca de 781 mil novos casos da doença por ano no país até 2025, com destaque para os tumores de mama, próstata, intestino e pulmão. O crescimento da incidência acompanha mudanças no estilo de vida da população, como aumento da obesidade, sedentarismo, alimentação ultraprocessada e maior exposição a fatores ambientais.

No programa “Sinais Vitais – Dr. Kalil Entrevista”, o cardiologista recebe os oncologistas Paulo Hoff, professor titular de Oncologia da FMUSP e diretor do ICESP, e Maria Ignez Braghiroli, oncologista clínica do ICESP, para discutir os mecanismos que levam ao surgimento do câncer e os fatores que explicam o aumento dos diagnósticos nas últimas décadas. Eles esclareceram dúvidas do público sobre o tema e alertaram sobre como prevenir o câncer.

Como prevenir o câncer?

Existem diversas atitudes que podem ajudar a prevenir o câncer. Uma delas é a atividade física: Hoff cita um estudo científico canadense de 2025 que acompanhava pessoas com câncer que faziam atividade física, procurando uma correlação entre isso e a redução dos tumores. Mas, além de perceber o impacto positivo naquele tumor, o estudo ainda registrou uma chance menor de ter novas neoplasias.

Por outro lado, fumar é um hábito que deve ser desincentivado. O tabagismo é um grande vilão entre os hábitos que favorecem o câncer, mas no Brasil ele é bem menos frequente do que em outros países.

Outro ponto importante é prestar atenção ao rastreamento, visando identificar os tumores precocemente. O câncer costuma ser silencioso, como explica Hoff: “Um tumorzinho de um centímetro tem um bilhão de células. Então, do momento em que uma célula normal virou uma célula cancerosa, fez essa transição, teve as mutações, é um processo bastante longo”, descreve.

E o problema de ele chegar avançado é que o tratamento precisa ser maior, já que o tumor toma uma área mais ampla. “Infelizmente, em uma doença mais avançada, muitas vezes a cirurgia não é a primeira opção, você tem que pensar em um tratamento sistêmico”, considera Ignez.

"CNN Sinais Vitais – Dr. Kalil Entrevista" será exibido neste sábado, 23 de maio, às 19h30, na CNN Brasil.