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    Correspondente Médico: Quais as causas da convulsão e o que fazer?

    Fernando Gomes fala sobre o caso do rapper Pedro Qualy, do grupo Haikaiss, que teve convulsão após passar cerca de 14 horas jogando

    O rapper Pedro Qualy, do grupo Haikaiss, sofreu uma convulsão durante uma live após passar horas jogando. A crise durou quase dois minutos e na sequência ele teve um desmaio. Apesar do susto, ele passa bem.

    Na edição desta sexta-feira (28) do quadro Correspondente Médico, do Novo Dia, o neurocirurgião Fernando Gomes explica o que provoca as crises convulsivas e como agir para socorrer alguém nessa situação.

    Gomes mencionou o fato de que a convulsão ocorreu após o rapper ter passado cerca de 14 horas jogando. “Sempre que o cérebro é colocado em uma situação extrema – seja por privação de sono, por foto-estimulação e alteração da alimentação – pode acontecer que áreas específicas do cérebro podem deflagrar impulsos elétricos de uma forma anormal”, disse.

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    Correspondente Médico: o neurocirurgião Fernando Gomes fala sobre causas da conv
    Correspondente Médico: o neurocirurgião Fernando Gomes fala sobre causas da convulsão
    Foto: CNN (28.ago.2020)

    “Isso faz com uma verdadeira tempestade elétrica acometa todo o órgão, e a pessoa tenha manifestações físicas, quando, por exemplo, a gente vê alguém convulsionar com movimentos involuntários dos membros e perda de consciência na sequência”, acrescenta.

    De acordo com o médico, a convulsão não ocorre apenas em casos de epilepsia. “Por isso que é muito importante a gente cuidar do funcionamento do nosso cérebro e manter nosso estilo de vida dentro de um parâmetro normal e aceitável”, orienta.

    Em caso de convulsão, a orientação é colocar a pessoa confortavelmente na lateral, a fim de evitar uma bronco-aspiração em caso de vômito. 

    “O que pode ser muito grave porque pode levar a uma parada cardiovascular. Fora isso, esperar parar o período de crise e encaminhar para um serviço de saúde”, indica o médico. 

    Gomes ainda explica que a epilepsia é uma “doença caracterizada pela existência de uma fragilidade elétrica em algum ponto ou mais do tecido cerebral”, que pode ter causa genética ou não. 

    Segundo ele, os tratamentos para a epilepsia incluem uso a longo prazo de remédios que estabilizam a função elétrica dos neurônios e até cirurgia, que é indicada para casos específicos.

    (Edição: André Rigue)