Conselho de SP autoriza uso da Pfizer onde não houver 2ª dose da AstraZeneca

Presidente de entidade que reúne secretários municipais da Saúde diz que decisão foi tomada para que não se interrompa o esquema vacinal

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Em entrevista à CNN, o presidente do Conselho de Secretários Municipais da Saúde do estado de São Paulo (COSEMS-SP), Geraldo Reple Sobrinho, afirmou que a entidade enviou um comunicado, em parceria com o governo estadual, em que autoriza as secretarias municipais a utilizar vacinas da Pfizer quando não houver segundas doses da AstraZeneca à disposição.

“Fizemos um comunicado baseado em dados científicos autorizando o uso da Pfizer para suprir essa segunda dose. É o que está começando a ser feito em São Paulo e o que já acontece no Rio de Janeiro”, afirmou.

Sobrinho disse que a decisão foi tomada para que não se interrompa o esquema vacinal e destacou que a falta de doses de AstraZeneca para aplicação de segunda dose tem causado preocupação nas secretarias de saúde por conta da variante Delta do novo coronavírus.

“Essa falta tem causado bastante angústia nas pessoas e, principalmente, nossa preocupação com a escalada da variante Delta. E já sabemos que a efetividade da vacina vem só após os 14 dias depois da segunda dose”, disse.

O presidente do COSEMS-SP ressaltou ainda que, quem aplica a vacina são os municípios. Logo, a população reclama com o prefeito e o secretário de saúde. “Agora estamos com essa dificuldade da segunda dose da AstraZeca e a população reclama com o prefeito. A população bate na porta dos secretários da saúde, e é o que tem acontecido com São Paulo.”

Sobrinho acrescentou que o estado e os municípios já recebem as doses com a definição de uso, como para qual idades elas se destinam e se para primeira ou segunda fase. “Tem o plano nacional e o plano estadual. Os municípios apenas efetivam. As doses vêm carimbadas”. Segundo o presidente do COSEMS-SP, “o jogo de empurra [sobre a falta de Astrazeneca] é muito chato”.

Sobrinho relatou ainda que, neste sábado, a secretaria de Saúde do estado distribui 400 mil doses da vacina da Pfizer. “O estado de São Paulo tem capacidade para aplicar 1,6 milhão de doses por dia. O que nós precisamos é de vacina. E quanto antes conseguirmos fazer isso, menor o risco de ter a variante Delta se alastrando. Quanto mais pessoas nós conseguirmos vacinar, mais rapidamente vamos vencer esse vírus.”

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