Covid-19: Doenças neurológicas crônicas são incluídas em prioridade de vacinação

Lista inclui condições como AVC, ataque isquêmico transitório e demência vascular, além de doenças hereditárias e degenerativas do sistema nervoso ou muscular

Enfermeira aplica vacina contra Covid-19 em posto noturno montado no Setor Militar Urbano, em Brasília
Enfermeira aplica vacina contra Covid-19 em posto noturno montado no Setor Militar Urbano, em Brasília Foto: Myke Sena - 5.mai.2021/Ministério da Saúde

Murillo Ferrari, da CNN, em São Paulo

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As doenças neurológicas crônicas foram incluídas entre as comorbidades consideradas para no grupo prioritário da vacinação contra o novo coronavírus. A informação foi incluída na 7ª edição do Plano Nacional de Operacionalização (PNO) da vacinação, na quinta-feira (20).

Entre as condições neurológicas crônicas estão doenças cerebrovasculares (Acidente Vascular Cerebral (AVC) isquêmico ou hemorrágico, ataque isquêmico transitório e demência vascular) e doenças neurológicas crônicas que impactem a função respiratória.

Também fazem parte desse grupo doenças hereditárias e degenerativas do sistema nervoso ou muscular, indivíduos com deficiência neurológica grave, paralisia cerebral e esclerose múltipla ou condições similares.

Doenças como a esclerose lateral amiotrófica (AME) e a Esclerose lateral amiotrófica (ELA), bem como o Mal de Parkinson e o Mal de Alzheimer, não foram listadas nominalmente na revisão do plano.

Por suas características degenerativas, porém, elas também devem entrar na nova lista de prioridades divulgada pelo Ministério da Saúde.

As pessoas com comorbidades já começaram a ser vacinadas. Elas entraram na ordem de prioridade após idosos em instituições de longa permanência, profissionais de saúde, idosos e parte dos trabalhadores de forças de segurança.

Lista de comorbidades definidas pelo Ministério da Saúde:

  • Doenças Cardiovasculares
  • Insuficiência cardíaca (IC)
  • Cor-pulmonale (alteração no ventrículo direito) e Hipertensão pulmonar
  • Cardiopatia hipertensiva
  • Síndromes coronarianas
  • Valvopatias
  • Miocardiopatias e Pericardiopatias
  • Doença da Aorta, dos Grandes Vasos e Fístulas arteriovenosas
  • Arritmias cardíacas
  • Cardiopatias congênitas no adulto
  • Próteses valvares e dispositivos cardíacos implantados
  • Diabetes mellitus
  • Pneumopatias crônicas graves
  • Hipertensão arterial resistente (HAR)
  • Hipertensão arterial – estágio 3
  • Hipertensão arterial – estágios 1 e 2 com lesão e órgão-alvo e/ou comorbidade
  • Doenças neurológicas crônicas
  • Doença Cerebrovascular
  • Doença renal crônica
  • Imunossuprimidos (transplantados; pessoas vivendo com HIV; doenças reumáticas em uso de corticoides; pessoas com câncer).
  • Anemia falciforme e talassemia maior (hemoglobinopatias graves)
  • Obesidade mórbida
  • Cirrose hepática

Vacinação de gestantes

A nova versão do PNO também inclui a orientação para que as gestantes vacinadas com a primeira dose da vacina Oxford/AstraZeneca aguardem o fim do puerpério para receber a segunda dose.

A recomendação foi feita após a mudança da regra para gestantes e puérperas feita pelo Ministério da Saúde no dia 11 de maio diante da morte de duas gestantes após terem sido imunizadas com doses a vacina produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

A atualização do PNO também acrescentou a vacina contra Covid-19 da Pfizer/BioNTech na lista de imunizantes atualmente em uso no Brasil, juntamente com orientações e especificações técnicas.

(Com informações da Agência Brasil)

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