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    Covid: saiba quantas doses são recomendadas de acordo com sua idade e condição de saúde

    Número de aplicações é recomendado pelo Ministério da Saúde com base em evidências científicas de aumento e manutenção da imunidade e proteção contra a doença

    Lucas Rochada CNN

    Em São Paulo

    O início da vacinação contra a Covid-19 no Brasil completou dois anos neste mês. Atualmente, estão autorizados para aplicação no país quatro tipos de vacinas contra a doença: AstraZeneca, Pfizer, Janssen e Coronavac.

    Como os imunizantes disponíveis gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) contam com diferentes esquemas de vacinação, é comum haver dúvidas sobre a quantidade de doses recomendadas.

    O número de doses é recomendado pelo Ministério da Saúde, após autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), com base em evidências científicas de aumento e manutenção da imunidade e proteção contra a doença.

    Doses de reforço

    O avanço no conhecimento científico sobre a imunidade gerada pelas vacinas revelou que a proteção tende a diminuir com o passar do tempo, entre seis e oito meses após a aplicação das duas doses iniciais.

    Para resgatar a prevenção contra o agravamento e a morte pela infecção causada pelo coronavírus, a comunidade científica chegou ao consenso sobre a importância da aplicação de doses de reforço.

    Estudos mostram que essa estratégia amplia a resposta imunológica e aumenta em mais de cinco vezes a proteção contra casos graves e óbitos pelo coronavírus.

    A definição sobre os públicos elegíveis para receber doses de reforço é feita pelo Ministério da Saúde, a partir da recomendação da Anvisa. O público apto a receber doses de reforço tem sido ampliado ao longo da pandemia de acordo com novas evidências científicas que sugerem o benefício das aplicações adicionais.

    De acordo com o ministério, as recomendações foram feitas a partir de pesquisas que demonstram que a capacidade de gerar resposta imune, chamada imunogenicidade, após aplicação de doses de reforço heterólogas, com combinação diferente de vacinas contra a Covid-19, foi adequada e superior a esquemas sem doses de reforço.

    Veja abaixo a classificação atual do esquema vacinal de acordo com a recomendação do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 (PNO) do Ministério da Saúde.

    Doses recomendadas da vacina contra a Covid-19 / Arte/CNN

    Uma dose de reforço (três doses totais)

    O Ministério da Saúde orienta que uma dose de reforço, recomendada para pessoas entre 5 e 39 anos de idade, deve ser aplicada quatro meses depois da segunda dose ou dose única.

    Os imunizantes recomendados para as doses de reforço em pessoas a partir de 18 anos de idade são da Pfizer, AstraZeneca ou Janssen.

    Para crianças de 5 a 11 anos, deve ser usada a vacina pediátrica da Pfizer.

    Para adolescentes entre 12 e 17 anos, deve ser utilizada preferencialmente a vacina da Pfizer. Caso não esteja disponível, pode ser utilizada a Coronavac.

    Devem receber uma dose de reforço pessoas imunizadas com as vacinas da Pfizer, AstraZeneca e Coronavac:

    • com idade entre 5 e 39 anos

    Duas doses de reforço (quatro doses totais)

    A segunda dose de reforço, no momento, é recomendada pelo Ministério da Saúde para a população a partir de 40 anos de idade e para trabalhadores da saúde, independentemente da idade.

    Devem receber duas doses de reforço, com intervalo de quatro meses entre cada aplicação, pessoas imunizadas com as vacinas da Pfizer, AstraZeneca e Coronavac:

    • com idade a partir de 40 anos;
    • profissionais de saúde.

    Dose adicional + doses de reforço (quatro ou cinco doses totais em imunossuprimidos)

    O esquema vacinal contra a Covid-19 para pessoas imunocomprometidas é diferenciado em relação ao da população geral. Saiba por que imunossuprimidos precisam de doses adicionais da vacina.

    Desde janeiro de 2022, o esquema primário de vacinação de imunocomprometidos passou a ser composto por três doses (Pfizer, AstraZeneca ou Coronavac). O esquema recomendado é de duas doses + dose adicional com oito semanas de intervalo entre as doses, sendo que o intervalo mínimo aceito entre as doses é de quatro semanas.

    O Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 (PNO) ressalta que as doses de reforço também são recomendadas para os imunocomprometidos com intervalo a partir de quatro meses após a dose adicional.

    Devem receber quatro doses (duas doses + uma adicional + uma de reforço) pessoas de 12 a 39 anos:

    • com imunodeficiência primária grave;
    • em quimioterapia para câncer;
    • transplantados (de órgão sólido ou de células tronco), que fazem uso de drogas imunossupressoras;
    • vivendo com HIV/Aids.

    Devem receber cinco doses (duas doses + uma adicional + duas de reforço) pessoas acima de 40 anos nas condições de imunocomprometimento citadas acima.

    Esquema para imunossuprimidos

    Esquema vacinal contra a Covid-19 para imunossuprimidos
    Esquema vacinal contra a Covid-19 para imunossuprimidos / Arte/CNN

    Esquema vacinal da Janssen

    Para quem começou o esquema vacinal com a dose única da Janssen, a recomendação é a seguinte: três reforços (ou quatro doses totais) para pessoas com idade igual ou maior que 40 anos e profissionais da saúde, e dois reforços (ou três doses totais) para pessoas de 18 a 39 anos.

    O primeiro reforço é aplicado dois meses após o início do ciclo e os outros devem obedecer o intervalo de quatro meses. A orientação do Ministério da Saúde é que também sejam utilizadas as vacinas AstraZeneca, Pfizer ou da própria Janssen.

    Começaram o esquema vacinal com a dose única da Janssen e devem receber quatro doses:

    • pessoas com idade a partir de 40 anos,
    • profissionais de saúde.

    Começaram o esquema vacinal com a dose única da Janssen e devem receber três doses:

    • pessoas de 18 a 39 anos
    Esquema vacinal da Janssen
    Esquema vacinal da Janssen / Arte/CNN

    Crianças entre 6 meses e menores de 5 anos (duas ou três doses)

    O esquema de vacinação primário de crianças entre 6 meses e 4 anos e 11 meses conta com diferentes números de doses, de acordo com o imunizante. Para a vacina da Pfizer pediátrica, são recomendadas três doses. Para a Coronavac, são duas doses.

    — Pfizer baby: a vacina da Pfizer para crianças entre 6 meses e 4 anos de idade tem dosagem e composição diferentes daquelas utilizadas para as faixas etárias previamente aprovadas, que inclui pessoas a partir de 5 anos.
    A formulação da vacina autorizada pela Anvisa deverá ser aplicada em três doses de 0,2 mL (equivalente a 3 microgramas). As duas doses iniciais devem ser administradas com três semanas de intervalo, seguidas por uma terceira dose administrada pelo menos oito semanas após a segunda dose.

    — Coronavac: as crianças de 3 e 4 anos de idade que iniciaram o esquema de imunização com a vacina produzida pelo Instituto Butantan deverão ter o esquema primário finalizado com o mesmo imunizante, que conta com regime de duas doses, com intervalo de 28 dias.

    Até o momento, não há recomendação do Ministério da Saúde sobre a aplicação de doses de reforço em crianças abaixo de 5 anos.