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    Decreto de fim da pandemia requer planejamento para transição, diz infectologista

    Julio Croda, infectologista e pesquisador da Fiocruz, disse à CNN que o Ministério da Saúde precisa estabelecer alguns indicadores de transição para decretar fim da pandemia

    Ingrid OliveiraProduzido por Duda Cambraia*da CNN

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    Em entrevista à CNN, Julio Croda, infectologista e pesquisador da Fiocruz, disse que para decretar o fim da pandemia, o Ministério da Saúde precisa “estabelecer indicadores para fazer a transição com mais tranquilidade.” O pesquisador destaca que é preciso planejar.

    Para ele, é necessário estabelecer “quais indicadores em termos de taxa de incidência de casos de Covid-19, de hospitalização, de óbitos, e de letalidade. Estabelecer tudo o que vamos utilizar para avaliar estado por estado, cidade por cidade, se há, em determinado local, um período pandêmico ou se já pode evoluir e adotar a terminologia de endemia”, afirma.

    Croda lembra que “é importante salientar que a endemia traz números excessivos de casos e óbitos como a dengue, a própria influenza. É importante ficar atento que apenas decretar que acabou o caráter pandêmico não significa que essa doença não é importante, que não pode estar associada a óbitos.”

    O infectologista ressalta que algumas perguntas continuam em aberto: “como fazer a vigilância da doença? Quais medidas de intervenção serão propostas caso haja aumento de casos, hospitalizações e óbitos? Como ofertar a vacina? Em que periodicidade? Para que grupo? Tudo isso é importante discutir para o futuro, e não só um decreto que acabe com o caráter pandêmico da doença”, disse.

    Croda afirma que a ciência não tem resposta para tudo, mas que trabalha com probabilidade. Ele acredita que apesar de haver tendência para uma nova variante, “a tendência é de diminuição de casos, diminuição de hospitalizações e óbitos.”

    Para o pesquisador, para um cenário de endemia, “é necessário garantir elevadas coberturas de terceira dose. A Europa conseguiu elevada cobertura, acima de 50% e 60%, por isso foi possível flexibilizar algumas medidas”, disse.

    Ele ressalta que “a tendência é eventualmente recomendar doses de reforços. É interessante que essa estratégia seja anual. É inviável que a gente projete uma dose a cada três ou seis meses”, afirma.

    Assista à entrevista completa no vídeo acima.

     

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