Depressão pós-parto atinge até 25% das mães no Brasil, revela estudo da Fiocruz

No quadro Correspondente Médico, neurocirurgião Fernando Gomes explicou causas da doença

Raphael Florêncio, da CNN, em São Paulo

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Na edição desta quinta-feira (8) do quadro Correspondente Médico, do Novo Dia, o neurocirurgião Fernando Gomes explicou o que é a depressão pós-parto. Uma pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) revela que uma em cada quatro mães de recém-nascidos no país são diagnosticadas com a doença.

“Existe explicação biológica para isso e os sintomas muitas vezes são monótonos. São eles: tristeza, alteração do sono e apetite, desinteresse sexual, não querer cuidar do bebê ou, até o contrário, obsessão para cuidar do bebê”, disse o médico.

Gomes explicou que, após o parto, os hormônios estrogênio e progesterona caem drasticamente do organismo da mulher. “Além disso, há a correlação com a ocitocina, hormônio muito importante que faz com que exista contração uterina e acaba modulando o humor. Em termos de funcionamento cerebral, alterações nesses sistemas podem explicar a mudança.”

De acordo com Fernando Gomes, a cobrança da sociedade para a felicidade com a maternidade também impacta em mães de recém-nascidos. 

“Esse contrassenso faz com que a mulher não consiga lidar com a situação e, muitas vezes, tem de camuflar. E aí mora o problema. Sem o diagnóstico precoce, pode-se trazer complicações graves para a saúde mental da mãe, para a estrutura familiar e o bebê.”

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