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    Documento mostra que Saúde se prepara para “quarta onda” de contaminações no Rio

    O parecer é da Subsecretaria de Unidades Próprias da pasta e foi assinado na última sexta-feira (28)

    Rio de Janeiro
    Rio de Janeiro Foto: Christian Adams / Getty Images

    Leandro Resendeda CNN

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    Documento interno da Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro indica a “necessidade de ampliar oferta de leitos de UTI” para pacientes com Covid-19 em virtude da “possibilidade da chegada de uma quarta onda” de contaminação pela doença. O parecer é da Subsecretaria de Unidades Próprias da pasta e foi assinado na última sexta-feira (28).

    O Rio de Janeiro tem nesta quarta-feira (02) 11 cidades com 100% dos leitos de UTI para Covid-19 ocupados e 22 cidades estão com ocupação com leitos de UTI com pouco mais de 80% de ocupação.

     

    O objetivo da Secretaria é negociar uma ampliação do contrato com a empresa que administra o Hospital Estadual Ricardo Cruz, em Nova Iguaçu, direcionado exclusivamente ao atendimento de pacientes com coronavírus.

    A pasta tenta abrir mais 20 leitos de UTI além dos 60 disponíveis desde a inauguração da unidade, em abril deste ano, após sucessivos atrasos.A CNN procurou a empresa que administra a unidade de saúde e aguarda retorno.

    Na semana passada, o secretário estadual de Saúde do Rio, Alexandre Chieppe, afirmou à CNN que a pandemia tinha sinais de crescimento no estado e mencionou risco de uma “quarta onda”, fato que coloca o estado em uma situação diferente do restante do país, neste momento em meio a uma possibilidade de terceiro pico de contaminações.

    “A gente estava saindo da nossa terceira onda, mas já temos indícios de aumento da contaminação no Estado. Não descarto a possibilidade de estarmos iniciando a quarta onda”, afirmou o secretário.Ao falar em “quarta onda”, Chieppe se refere aos outros três momentos em que houve explosão de casos de covid no Rio de Janeiro.

    No estado, a dinâmica da doença seguiu padrões diferentes do que se viu no restante do Brasil:

    1ª onda: escalada de casos entre março e abril, com pico registrado entre os dias 03 e 17 de maio de 2020.

    2ª onda: novo aumento de casos a partir de outubro, com pico registrado ao longo do mês de novembro de 2020.

    3ª onda: pico de casos entre fevereiro e março deste ano, com pequena redução a partir de abril.

    A CNN questionou a Secretaria sobre quais as medidas estão sendo tomadas para mitigar os efeitos de uma possível quarta onda de contaminações.

    Cidades com 100% dos leitos de UTI para Covid-19 ocupados:

    ITAGUAÍ 130% (quando não há mais leitos de terapia intensiva e pacientes são levados para outras alas de hospitais)

    ANGRA DOS REIS 100%

    BOM JESUS DO ITABAPOANA 100%

    CANTAGALO 100%

    ITAPERUNA 100%

    MIGUEL PEREIRA 100%

    SÃO SEBASTIÃO DO ALTO 100%

    SAPUCAIA 100%

    SAQUAREMA 100%

    TANGUÁ 100%

    TRÊS RIOS 100%

    O que diz a Secretaria de Estado de Saúde 

    Em nota enviada à CNN,  a Secretaria de Estado de Saúde (SES), informou que, por meio da Subsecretária de Vigilância em Saúde (SVS), monitora diariamente os dados relativos à pandemia da Covid-19 no estado.

    “A equipe técnica observa, pelo comportamento das três ondas da doença que ocorreram no estado, a possibilidade de uma quarta onda da pandemia, quando há um aumento repentino na demanda por leitos, principalmente de UTI. Portanto, a SES está atualizando um plano de contingência para, de forma antecipada, ampliar o número de leitos disponíveis, inclusive no Hospital Estadual Dr. Ricardo Cruz, em Nova Iguaçu”.

    Ainda de acordo com a Secretaria, o plano de contingência é visto como prioridade pela equipe da SES, para que na ocorrência de uma quarta onda o estado esteja preparado.

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