Em meio a caos na saúde, chega a 18 o número de estados com toque de recolher

O país enfrenta o pior cenário da pandemia da Covid-19, com mais de 2.000 mortos por dia

Rua do centro de Fortaleza vazia durante toque de recolher para conter Covid-19
Rua do centro de Fortaleza vazia durante toque de recolher para conter Covid-19 Foto: Jarbas Oliveira/Estadão Conteúdo (28.fev.2021)

Thais Arbexda CNN

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No momento em o país enfrenta o pior cenário da pandemia da Covid-19, com mais de 2.000 mortos por dia, chegou a 18 o número de estados que adotaram o toque de recolher noturno como medida para tentar conter o avanço da doença.

O levantamento, feito pelo Fórum Nacional dos Governadores, foi atualizado nesta quinta-feira (18). Até o fim de semana, eram 15  Estados com a proibição de circulação de pessoas durante a noite.

O documento intitulado ‘Quadro de medidas de prevenção e combate à Covid-19 adotadas pelos governos estaduais e distrital’ reúne informações das 27 unidades da federação, elencando, por exemplo, as restrições impostas pelos governadores  e respectivos períodos de vigência.

Segundo os dados reunidos pelo Fórum dos Governadores, o horário da proibição de circulação de pessoas em espaços públicos não é o mesmo em todos os Estados, mas começa entre 20h e 22h e termina entre 5h e 6h.

O levantamento foi produzido depois de governadores debaterem, no último dia 7, a adoção de um “pacto nacional” com medidas restritivas e preventivas para ajudar a frear a Covid-19 pelo país.

Embora o plano conjunto ainda não tenha saído do papel, as informações reunidas pelo Fórum dos Governadores mostram que as 27 unidades da federação estão adotando ações mais duras para tentar conter o colapso no SUS (Sistema Único de Saúde) e a escalada de mortes por conta da Covid-19.

Nesta semana, parte dos 27 governadores assinou um documento intitulado “Pacto Nacional em Defesa da Vida e da Saúde” a fim de reforçar “a luta contra a pandemia de coronavírus”. O texto pede a criação de um Comitê Gestor para o enfrentamento à doença, “mediante a participação dos Três Poderes da República e de todos os níveis da Federação, e a assessoria de comissão de especialistas”.

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