Embarque e distribuição das vacinas: luta contra relógio em ‘operação de guerra’

Coronavac pode ficar até 72 horas fora de um refrigerador; aviões da FAB levam doses aos estados e ao DF

Caminhões são carregados com a vacina Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan
Caminhões são carregados com a vacina Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan Foto: Ronaldo Silva/Futura Press/Estadão Conteúdo

Renan Fiuza e Lorena Lara, da CNN em São Paulo

Ouvir notícia

A distribuição das doses da Coronavac aos estados e municípios brasileiros que começou nesta segunda-feira (18) é uma corrida contra o tempo: não só para a contenção da pandemia da Covid-19, que já matou 209 mil brasileiros, mas também para não perder as doses do imunizante, que devem ser transportada em até 72 horas

A Força Aérea Brasileira (FAB), que está realizando o transporte das doses de São Paulo até os estados, montou uma operação de guerra para cumprir a logística do Plano de Operacionalização da Vacinação Contra a Covid-19.

As vacinas saem do Departamento de Logística em Saúde (DLOG), em Guarulhos,  e são levadas em caminhões refrigerados até a base aérea, em um trajeto que dura cerca de 15 minutos. Todas as doses são mantidas em caixas com gelo sintético. A corrida é para que as doses cheguem aos destinos enquanto esse gelo é eficaz para mantê-las refrigeradas entre 2° C e 8° C.

As caixas são colocadas nas aeronaves da FAB, que têm como destino final pontos focais em todos os estados e no Distrito Federal. Assim que chegam ao local de destino, as doses são novamente colocadas em geladeiras, onde devem ser mantidas até a aplicação.

Toda a operação de distribuição da Coronavac começou nesta segunda-feira (18), às 7h. Além disso, a FAB também realiza uma operação para levar cilindros de oxigênio a Manaus. Por volta das 17h, as aeronaves voltam a São Paulo, onde passam a noite e as equipes são orientadas para o dia seguinte, quando mais doses serão distribuídas.

Mais Recentes da CNN