Entenda como atitudes negativas podem provocar a exaustão mental

Saiba o que acontece no cérebro humano diante da convivência com pessoas tóxicas que absorvem a energia alheia

Lucas Rochada CNN

em São Paulo

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Os diferentes tipos de interação social podem despertar mecanismos no cérebro humano associados a sentimentos positivos ou negativos.

Na edição desta quarta-feira (30) do quadro Correspondente Médico, do Novo Dia, o neurocirurgião Fernando Gomes explicou o que acontece na nossa mente diante da convivência com pessoas tóxicas que absorvem a energia alheia.

“O relacionamento interpessoal pode ser favorável, agradável e bom para o nosso desenvolvimento, ou pode ser atrituoso e, em vez de provocar alguma coisa que faça a gente crescer, pode provocar um certo desconforto”, afirma.

Segundo o especialista, existem explicações neurocientíficas do porquê isso acontece. “Às vezes, têm pessoas que podem funcionar como alguém que drena energia, assim como tem pessoas que turbinam a energia do outro e, dependendo do contexto e do relacionamento, essa figura pode mudar”, explica.

O sistema límbico é a região do cérebro responsável pelo gerenciamento das emoções e da sensação de prazer. Quando interagimos com outras pessoas, acontecem alterações relacionadas aos hormônios e neurotransmissores.

“As pessoas ditas positivas conseguem facilitar a liberação de ocitocina durante essa fase de relacionamento. A ocitocina acaba sendo um relacionamento amoroso. Ao passo que pessoas que muitas vezes nos provocam, causando reações como medo ou raiva, nós acionamos o sistema mais primitivo que todo mundo tem, chamado complexo reptiliano”, diz Gomes.

Segundo o neurocirurgião, as interações relacionadas ao desconforto podem desencadear a liberação de hormônios associados ao estresse, como a adrenalina e o cortisol.

“Nosso cérebro funciona como uma antena. Dependendo da forma que a gente recebe a notícia ou o impacto, a gente pode responder de uma forma ou de outra. A força não está só naquela pessoa que seria o ‘vampiro de energia’, está também na gente, na maneira que lidamos com a situação”, afirma.

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