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    Entenda como funciona a pílula antiviral da Pfizer contra Covid-19

    No quadro Correspondente Médica, Stephanie Rizk fala sobre o Paxlovid, remédio antiviral da Pfizer para tratar Covid-19

    Fernanda Pinottida CNN

    Em São Paulo

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    Na edição desta quinta-feira (23) do quadro Correspondente Médica, do Novo Dia, a cardiologista Stephanie Rizk explicou como funciona o antiviral da Pfizer contra a Covid-19.

    Na quarta-feira (22), a Food and Drug Administration (FDA), agência regulatória dos Estados Unidos, autorizou o uso do comprimido Paxlovid, produzido pela farmacêutica Pfizer, para tratar a Covid-19. Até então, apenas remédios injetáveis tinham recebido o aval.

    O medicamento será vendido apenas com receita médica e o uso é recomendado apenas para pessoas que tem alto risco de evolução para o caso grave da doença.

    O tratamento deve começar cinco dias após o início dos sintomas, o remédio não é indicado para tratamento preventivo ou para pacientes que já estejam internados. A doutora Rizk destaca: “Talvez isso mude após estudos, mas por enquanto não deve ser usado para prevenção da doença.”

    A pílula antiviral age de forma a inibir a reprodução do vírus. E o fato do remédio poder ser ingerido oralmente possibilita que o paciente faça o tratamento em casa. “Você não precisa ter o paciente hospitalizado, ele não ocupa um leito de UTI”, Rizk completa.

    A eficácia do remédio contra casos graves e hospitalização é de quase 90%. “Nós não tínhamos nada tão expressivo quanto isso até agora”, ela diz. A eficácia demonstrada foi tão significativa que os estudos foram interrompidos antes do previsto para antecipar a aprovação do medicamento.

    Podem fazer uso do antiviral pessoas acima de 12 anos e com mais de 40 kg, que testaram positivo para a Covid-19 e estão com sintomas. “Mas nós temos que testar a população. Não adianta nada ter o remédio e não ter o diagnóstico para poder iniciar o tratamento”, a médica completa.

    “Ainda não há negociação oficial entre a Pfizer e a Anvisa, então não temos previsão da chegada do remédio aqui no Brasil”, ela diz. Nos EUA, o presidente Joe Biden já adquiriu o medicamento para mais de 10 milhões de pacientes.

    A doutora enfatiza: “O remédio não substitui a vacina”. A vacina continua sendo a única forma de prevenir a manifestação da doença, mesmo contraindo o vírus.

     

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