Entenda os riscos da fratura de colo de fêmur

Idade avançada, osteoporose e histórico familiar são alguns dos fatores de risco para a fratura dos ossos

Lucas Rochada CNN

em São Paulo

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O fêmur é o maior osso do corpo humano. Presente na coxa, ele faz a ligação entre a bacia e a articulação dos joelhos. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC) foi submetido a uma cirurgia, neste domingo (13), para tratar uma fratura no fêmur.

Com o avanço da idade, os ossos passam a apresentar uma fraqueza natural. A perda de força muscular e redução na capacidade visual, a maior dificuldade para manter o equilíbrio e o uso de medicamentos que interferem na pressão arterial e no sistema nervoso favorecem as quedas, que podem levar à fratura do fêmur em idosos.

Na edição desta segunda-feira (14) do quadro Correspondente Médico, do Novo Dia, o neurocirurgião Fernando Gomes explicou como acontece a fratura de colo de fêmur.

“O colo do fêmur fica nessa região, quase na transição da parte longa para a articulação na região do quadril. Se há uma fratura nessa região, a pessoa fica totalmente impossibilitada de caminhar, de ficar de pé e é algo que pode ser extremamente doloroso e grave”, disse.

Segundo o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), esse tipo de acidente acontece principalmente entre os idosos. Entre os fatores de risco estão idade avançada, osteoporose e histórico familiar. O tabagismo e uso de álcool tornam os ossos mais finos e frágeis, o que também favorece a lesão. Além disso, as mulheres sofrem três vezes mais que os homens.

Os sintomas após a queda incluem dores, dificuldade para andar e instabilidade ao ficar em pé. O diagnóstico deve ser feito por um médico, a partir de exames de imagem como radiografia e tomografia.

Na maior parte dos casos, o tratamento é cirúrgico, podendo variar entre a colocação de pinos e parafusos até a substituição da articulação com o uso de próteses.

Saúde integral

Segundo o neurocirurgião, a adoção de hábitos saudáveis como alimentação equilibrada, atividade física, acompanhamento médico e evitar o álcool e fumo pode contribuir para reduzir os riscos de fratura nos ossos.

“Ter um estilo de vida saudável e entender a importância da atividade física regular para deixar tanto a musculatura quanto os ossos preparados. É super importante a manutenção de exercícios com carga. Vivemos em um mundo onde tem a força da gravidade e a gente sabe que a carga no próprio osso favorece com que ele fique sempre forte”, disse.

A participação regular de programas de exercícios físicos pode levar ao desenvolvimento de agilidade, força, equilíbrio, coordenação e ganho de força do quadríceps e mobilidade do tornozelo.

O acompanhamento médico de rotina também permite a detecção de possíveis fatores associados ao risco de fraturas. Exames oftalmológicos e físicos devem ser realizados anualmente, principalmente para identificação de problemas cardíacos e de pressão arterial.

A manutenção de uma dieta com a ingestão adequada de cálcio e vitamina D, com banhos de sol diários, também são fatores de proteção.

Como prevenir acidentes com queda

A incorporação de medidas de segurança pode contribuir para reduzir os riscos de queda de idosos. Calçados adequados, tapetes antiderrapantes e a inclusão de corrimãos nos corredores e escadas são algumas das estratégias. Confira outras recomendações do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia:

  • Elimine tudo aquilo que possa provocar escorregões
  • Use sapatos com sola antiderrapante e amarre o cadarço
  • Substitua chinelos deformados ou muito frouxos
  • Evite sapatos altos e com sola lisa
  • Nunca ande só de meias
  • Deixe sempre o caminho livre de obstáculos
  • Mantenha os ambientes bem iluminados
  • Reorganize a distribuição dos móveis e não deixe extensões cruzarem o caminho
  • Remova os tapetes que promovem escorregões
  • Coloque nas áreas livres tapetes com as duas faces adesivas

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