Especialista dá dicas de como minimizar impacto do isolamento nos idosos

Médico afirma que população sofre com o preconceito e carência durante o período de quarentena

Da CNN

em São Paulo

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Em todos os países que travam uma batalha contra o novo coronavírus, autoridades em saúde pública de todo o mundo alertam para a necessidade de manter os idosos em casa, pois eles estão na faixa de risco da doença.

Em entrevista à CNN, Alexandre Kalache, fundador e presidente do Centro Internacional da Longevidade Brasil, explica a importância do cuidado com os idosos neste momento de pandemia. “Não é porque nós somos idosos, que nós somos vulneráveis. São as condições de vida que, nessa situação, fazem com que fiquemos vulnerabilizados”, explica. 

Kalache também mencionou o preconceito sofrido por estas pessoas de mais idade. “Os idosos fazem parte sim do grupo de risco. Isso não significa que, por outro lado, a gente não esteja em uma onda de preconceito. A discrimação. Eu dou um exemplo: aqui no Rio de Janeiro a prefeitura baixou uma portaria proibindo os idosos de entrarem em agências bancárias, uma geração que não tem contato com o pagamento digital de contas”, argumenta.

O especialista reitera que sua preocução também é com a população idosa que depende de cuidados de terceiros. Por isso, sugere ocupar o tempo e estimular o otimismo e velhos hábitos. “Nós temos que focar em ocupar o tempo, sermos mais otimistas. É difícil no momento, vamos manter o otimismo, vamos mostrar a coisa mais importante: que os idosos estão carentes, vamos ter solidariedade intergeracional. Vamos mostrar essa solidaridade. Vamos fazer com que essa campanha espontânea alcance as pessoas”.

E reforçou a importância da solidariade entre as famílias e amigos próximos ao idoso. “Por isso devemos prestar atenção aos medicamentos para que não haja uma crise de saúde em cima disso. Assegurar que esta pessoa isolada continue se alimentando bem, mantendo práticas de higiene física e lazer. Está na hora da gente buscar dentro de si uma mensagem chave, ser resilente e manter antigos hábitos, além de ser solidário”, conclui.  

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