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    Estado de São Paulo registra primeira morte por febre amarela desde 2019

    Caso foi registrado no município de São João da Boa Vista, na Serra da Mantiqueira, a 218 km da capital

    Vacina da febre amarela
    Vacina da febre amarela Breno Esaki/Agência Saúde DF

    Gabriele KogaFlávio Ismerimda CNN

    em São Paulo

    A Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo informou hoje a primeira morte por febre amarela no estado desde 2019. O óbito foi registrado no município de São João da Boa Vista, na Serra da Mantiqueira, a 218 km da capital.

    Um homem de 44 anos de cidade, que morava na área urbana da cidade, começou a apresentar dores no corpo, febre, mal-estar e sintomas respiratórios no dia 25 de abril. Quatro dias depois, ele foi internado com alterações na função renal e hepática e faleceu no dia 30 de abril. À época, a causa da morte ainda não havia sido esclarecida.

    No alerta epidemiológico, a secretaria afirma que os exames laboratoriais para dengue, leptospirose, HIV, hepatite B, influenza e Covid-19 deram negativo. Somente o RT-PCR de Febre Amarela deu positivo.

    A suspeita é de que o homem tenha contraído a doença quando se deslocou para a área rural de São João da Boa Vista, que fica próxima de áreas de conservação ambiental com presença de macacos, 5 dias antes do início dos sintomas.

    A secretaria também ressalta que, até o momento, “não foi estabelecida a transmissão em primatas não humanos”, no município. “No entanto, houve epizootia (infecção de vários animais) por Febre Amarela em macaco “Sauá” confirmada por teste laboratorial na região em fevereiro de 2023.”

    Importância da vacinação

    Na última epidemia registrada no Brasil, entre 2016 e 2019, cerca de 2,2 mil casos foram registrados e 759 pessoas morreram. Myrna destaca que a baixa cobertura vacinal alimentou a epidemia, contribuindo para o grande número de mortes.

    “Existe a vacina. Ela é extremamente eficaz e continuará sendo a principal medida contra a febre amarela mesmo com o desenvolvimento de uma terapia”, ressalta a pesquisadora, acrescentando que o tratamento visa ampliar o arsenal contra a doença.

    “Além dos casos de pessoas que, por algum motivo, não se vacinaram, a doença pode irromper numa área nova, onde não havia recomendação de uso da vacina. Também existem alguns indivíduos que desenvolvem uma resposta imune menos duradoura após a vacinação. Nesses casos, a disponibilidade da imunoterapia é muito interessante”, enumera Myrna.

    A vacina da febre amarela é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e recomendada, pelo Ministério da Saúde, em todo o território brasileiro. As crianças devem receber a primeira dose aos nove meses e um reforço aos 4 anos. Todo adulto que ainda não recebeu a vacina ou foi vacinado antes dos cinco anos deve se vacinar.

    O imunizante é contraindicado apenas para pessoas com alergia grave a ovo e com imunidade reduzida, como pessoas que vivem com HIV e têm contagem de células CD4 menor que 350, que estão em tratamento com quimioterapia ou radioterapia, que possuem doenças autoimunes ou fazem tratamento com imunossupressores.

    *Com informações de Lucas Rocha, da CNN, e Maíra Menezes, do Instituto Oswaldo Cruz