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    Estado de SP lança centro de controle e rede de atendimento de varíola dos macacos

    Plano de enfrentamento inclui a definição de 93 hospitais estaduais e de maternidades que serão referência no apoio aos casos mais graves da doença

    Lucas RochaMatheus MeirellesGiulia Alecrimda CNN

    em São Paulo

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    O governo de São Paulo anunciou, nesta quinta-feira (4), o lançamento de iniciativas de combate à varíola dos macacos, causada pelo vírus Monkeypox. O plano de enfrentamento inclui a criação de um centro de controle e de uma rede integrada para o diagnóstico laboratorial e atendimento a pacientes com a doença.

    A rede, que recebeu o nome “Emílio Ribas de Combate à Monkeypox” terá a coordenação integrada das Secretarias de Estado da Saúde e a pasta de Ciência, Pesquisa e Desenvolvimento em Saúde.

    De acordo com o governo, o plano de enfrentamento inclui a definição de 93 hospitais estaduais e de maternidades que serão referência no apoio aos casos mais graves com necessidade de internação de pacientes e leitos de isolamento ou Unidades de Terapia Intensiva (UTI).

    A rede de atendimento contará com o Instituto de Infectologia Emílio Ribas, com unidades na capital paulista e no Guarujá, além de hospitais universitários que serão referência, como o Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP), o HC de Ribeirão Preto, e os hospitais gerais próprios do estado.

    “O objetivo central é somar esforços e integrar as instituições e centros de excelência para promover ações estratégicas de prevenção e cuidado, levando em consideração o aprendizado diante dos últimos enfrentamentos de endemias e pandemias. O estado de São Paulo está preparado para responder de maneira ágil a esse novo desafio”, disse David Uip, Secretário de Ciência, Pesquisa e Desenvolvimento em Saúde.

    Vigilância epidemiológica

    Com o objetivo de frear a disseminação da doença, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o rastreamento de pessoas que podem ter sido expostas ao vírus a partir de casos confirmados laboratorialmente.

    Para ampliar o monitoramento da doença no estado, o Instituto Adolfo Lutz irá realizar a vigilância genômica dos casos, analisando o comportamento da doença a partir do estudo do vírus. Além do instituto, a rede conta com 13 regionais localizadas no litoral e interior do estado.

    De acordo com o governo, a rede, que vai incluir o Instituto Butantan, laboratórios universitários e privados, também irá credenciar outros laboratórios para a realização de exames de diagnóstico molecular (RT-PCR), que permitem a detecção do DNA do vírus. Além disso, uma resolução conjunta das duas secretarias estaduais será publicada com normativas e requisitos para o processamento das amostras.

    Cerca de 3 mil profissionais de saúde foram capacitados para a atuação na rede pela secretaria de Saúde. O Centro de Vigilância Epidemiológica do governo de São Paulo instalou um serviço gratuito por telefone, com médicos plantonistas 24 horas à disposição para orientar e esclarecer dúvidas dos profissionais de saúde das redes pública e privada sobre diagnóstico e manejo clínico dos pacientes infectados com o vírus.

    Centro de controle

    A Rede Emílio Ribas de Combate à Monkeypox ainda terá uma sala de situação que já foi ativada, segundo o governo. O Centro de Controle e Integração (CCI) conta com 24 especialistas de diferentes instituições, entre cientistas, epidemiologistas, virologistas, infectologistas e professores universitários.

    Os especialistas vão assessorar as ações do governo de São Paulo no enfrentamento do surto, além de estudar e projetar os cenários epidemiológicos, propor medidas e identificar oportunidades para o desenvolvimento de vacinas e prospecção de tratamentos eficazes para combater a doença.

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