Falta de imunização de professores não impede volta às aulas, diz associação

Sociedade Brasileira de Pediatria se posiciona a favor do retorno presencial às escolas, apesar de professores não integrarem grupos prioritários de vacinação

Da CNN, em São Paulo

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A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) é favorável ao retorno presencial das aulas para crianças e adolescentes, mesmo que os professores não tenham sido incluídos nos grupos prioritários para a vacinação contra a Covid-19, conforme previsto no Plano Nacional de Imunização (PNI).

Em entrevista à CNN, Edson Ferreira Liberal, 2º vice-presidente da SBP, afirmou que a falta de imunização dos profissionais de educação não impedem que as aulas sejam retomadas com segurança.

“Os professores têm que entrar nessa prioridade [de vacinação] como serviço essencial, mas acredito que não seja impeditivo de retornar às salas de aula com todo cuidado”, afirmou. “Nós defendemos que a escola é um serviço essencial e, mais do que nunca, deve ser considerada como tal. Só que também muitos outros trabalhadores que são de serviços essenciais ainda não foram vacinados”, apontou.

Segundo Ferreira, além dos impactos no aprendizado, as crianças também foram afetadas em outras áreas com a ausência da escola. “Além da questão da pandemia, que não é tão grave [para as crianças], elas estão sujeitas a ter muitos transtornos: estresse frequente, mais de 50% das crianças tiveram problemas de insônia, vários problemas de comportamento, irritabilidade e desajustes”, disse.

Escola vazia em Minas Gerais
Sociedade Brasileira de Pediatria é a favor do retorno às aulas presenciais para mininmizar impactos da pandemia nas crianças e adolescentes
Foto: ALEX DE JESUS/O TEMPO/ESTADÃO CONTEÚDO

 

(Publicado por Leonardo Lellis)

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