Fiocruz: País terá 30 milhões de doses da vacina de Oxford a partir de fevereiro

Total deve chegar a 100,4 milhões de doses até julho de 2021; imunizante tem eficácia mínima de 62%

Elis Barreto e Isabelle Saleme, da CNN, no Rio de Janeiro

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A presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Nísia Trindade, informou que o primeiro lote da vacina de Oxford estará disponível para entrega no fim de fevereiro, com 30 milhões de doses. A expectativa é que, a partir de janeiro, 15 milhões de doses sejam fabricadas mensalmente no Brasil, chegando a 100,4 milhões até julho do ano que vem. A vacina inglesa tem eficácia mínima de 62%, segundo Nísia, e os resultados do estudo já foram entregues ao Ministério da Saúde.

As informações foram apresentadas na manhã desta segunda-feira (14), durante uma reunião do Fórum Rio Desenvolvimento. No evento, a presidente da Fiocruz explicou a importância do plano de vacinação no Brasil e as ações de combate à pandemia no estado do Rio de Janeiro.

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Foto: Sean Elias – 04.abr.2020 / Divulgação / Reuters

Nísia Trindade também falou sobre a vacina da Pfizer, que já foi aprovada de forma emergencial pelo Reino Unido e Estados Unidos. O imunizante é produzido por meio do RNA (ácido ribonucleico), tecnologia ainda inexistente no Brasil. “Hoje é impossível a produção de uma vacina de RNA no Brasil […]”, apontou. Ela ressaltou a importância do país desenvolver esse tipo de plataforma de vacina, que já há grupos de pesquisa sobre o tema e que a Fiocruz pretende trabalhar com essa plataforma em 2022.

O objetivo do encontro do Fórum Rio Desenvolvimento, que aconteceu pela internet, foi discutir quais medidas funcionaram no combate à pandemia do novo coronavírus no Rio de Janeiro e quais serão os próximos passos necessários contra a doença.

Além da presidente da Fiocruz, o secretário estadual de saúde, Carlos Alberto Chaves, apresentou as medidas realizadas pelo estado no enfrentamento da doença. Também participaram deputados federais e estaduais, além de especialistas, reitores das universidades públicas fluminenses e economistas.

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