Fiocruz oferece doses de vacina nacional contra Covid-19 para AstraZeneca e OMS

Instituição afirma ter capacidade para suprir o contrato de 120 milhões de doses com o Ministério da Saúde e sugere incorporar o excedente na distribuição para outros países

Contrato celebrado entre Fiocruz e Ministério da Saúde prevê a entrega de 120 milhões de doses de vacinas feitas por Bio-Manguinhos
Contrato celebrado entre Fiocruz e Ministério da Saúde prevê a entrega de 120 milhões de doses de vacinas feitas por Bio-Manguinhos Rodrigo Pereira/Fundação Oswaldo Cruz

Leandro ResendeStéfano Sallesda CNN

no Rio de Janeiro

Ouvir notícia

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) enviou uma carta para a presidência da AstraZeneca no Brasil oferecendo à empresa o uso da vacina 100% nacional, com a matéria-prima e produção integralmente feitas no laboratório de Bio-Manguinhos. No documento obtido pela CNN, a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, informa à farmacêutica que a capacidade de produção do país já é superior ao número de doses contratadas pelo Ministério da Saúde.

O contrato celebrado entre Fiocruz e Ministério da Saúde prevê a entrega de 120 milhões de doses de vacinas feitas pelo laboratório Bio-Manguinhos. São 60 milhões com insumo farmacêutico ativo (IFA) nacional e outras 60 milhões com a matéria-prima já importada.

Como já tem capacidade de suprir o contrato, a Fiocruz encaminhou, no dia 10 de fevereiro, uma carta a Carlos Sánchez-Luis, presidente da AstraZeneca no Brasil, sugerindo que a vacina seja incorporada na distribuição para outros países ou empregada em iniciativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) de distribuição de doses, como o consórcio Covax Facility.

A Fiocruz pediu resposta célere para conseguir viabilizar questões “industriais e regulatórias”, mas ainda não obteve retorno, 12 dias depois do envio da carta. Procurada, a AstraZeneca informou que “está avaliando a proposta da Fiocruz a nível global”.

Nesta terça-feira (22) será lançado, no Ministério da Saúde, o primeiro lote de vacinas da Fiocruz 100% feitas no país, após acordo de transferência de tecnologia com a AstraZeneca.

Mais Recentes da CNN