Fiocruz revê previsão e vacina com IFA brasileiro fica para novembro

A previsão inicial era de que a entrega da primeira remessa ao Ministério da Saúde seria feita em setembro

Vacinas Oxford/AstraZeneca, desenvolvidas em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz
Vacinas Oxford/AstraZeneca, desenvolvidas em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz ESTADÃO CONTEÚDO

Isabelle ResendePedro Duranda CNN

Rio de Janeiro

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A entrega da primeira remessa de vacinas da Fiocruz com ingredientes 100% nacionais vai acabar ficando para o mês de novembro, e não setembro, como era a previsão inicial da fundação. Depois de revisar os prazos, a Fundação diz que trabalha agora “com cenário conservador para as etapas de produção”. “Este cronograma será atualizado de acordo com o andamento do projeto e o cumprimento de objetivos e de metas estabelecidas. Por se tratar de um processo complexo qualquer alteração no cronograma será comunicada com transparência e maior brevidade possível”, diz a Fiocruz em nota.

 

A expectativa da Fiocruz é produzir em 2021 cerca de 50 milhões de vacinas com IFA nacional, mas eles consideram que parte das entregas desse volume podem ficar para 2022. A CNN apurou que pesou para o atraso da previsão inicial a crise na cadeia global de suprimentos para a fabricação de vacinas e medicamentos, basicamente as mudanças de preço e a dificuldade para encontrar itens básicos como plástico, tampões e frascos de envase. Aos poucos, a Fundação conseguiu reorganizar os estoques, mas houve um receio de começar a produção sem que pudesse chegar ao final por falta de insumos. Apesar do contratempo, interenamente a avaliação é de que o processo está avançando bem.

Além da entrega das doses da vacina produzidas pela Fiocruz, com o IFA nacional, também há a expectativa de que o Instituto Serum, na Índia, envie cerca de 8 milhões de doses pronta do imunizante para o PNI. Isso representa o dobro das doses importadas prontos em janeiro e fevereiro. A previsão do Ministério da Saúde é de que as doses sejam entregues a partir de outubro. No total, a Fiocruz negociou com o laboratório indiano a compra de 12 milhões de doses prontas.

A produção de Ingredientes Farmacêuticos Ativos nacionais vai garantir ao Ministério da Saúde a independência na vacinação das pessoas contra a Covid-19. A Fiocruz estima que possa bater já no ano que vem 200 milhões de doses. Ainda neste ano, a fundação avança com as obras para construir um complexo no bairro de Santa Cruz, na zona Norte do Rio, próximo à unidade de BioManguinhos. A nova planta ajudaria na produção da vacina brasileira com a fórmula da AstraZeneca e da Universidade de Oxford.

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