'Fomos treinados para salvar vidas': o dilema dos médicos das UTIs
Nos piores momentos da pandemia em 2020, as capitais brasileiras estiveram à beira do colapso frente à falta de leitos, cilindros de oxigênio e profissionais da saúde. Em março de 2021, não apenas as capitais, mas estados inteiros vivem, simultaneamente, esse colapso. De norte a sul do país, as filas por vagas na UTI começam a ter o final mais trágico possível, com dezenas de pessoas morrendo sem atendimento médico. Em alguns estados, como Santa Catarina, já foi estabelecido um protocolo de prioridade na fila de internação, para que os médicos não tenham que escolher sozinhos quais pacientes priorizar.
Neste episódio do E Tem Mais, Monalisa Perrone fala sobre a falta generalizada de leitos de UTI que atinge estados de todo o Brasil. Quem participa do episódio é a infectologista Carolina Ponzi, que desde o início da pandemia trabalha na linha de frente em Chapecó, Santa Catarina. Carolina traz um relato vivo sobre a lotação dos hospitais no estado e descreve o dilema dos médicos que precisam escolher quais pacientes terão a chance de ser intubados. Em agosto de 2020, Carolina Ponzi perdeu a mãe para a Covid-19.
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