Gabriel Ganley: entenda doença que levou à morte do fisiculturista
Causa da morte de influenciador foi confirmada nesta segunda-feira (25)
A causa da morte oficial do fisiculturista de 22 anos, Gabriel Ganley, foi revelada na tarde desta segunda-feira (25). De acordo com o laudo de óbito, a cardiomiopatia hipertrófica foi apontada como motivo principal. A informação foi confirmada à CNN Brasil por fontes do IML (Instituto Médico Legal).
Dentro da medicina, a condição genética é amplamente conhecida por especialistas, já que afeta aproximadamente uma em cada 500 pessoas no mundo. Em 70% dos diagnósticos, a doença é originada a partir de um defeito genético hereditário. A segunda causa mais comum são mutações genéticas espontâneas.
A cardiomiopatia hipertrófica afeta o miocárdio, um músculo do coração, que acaba se desgastando progressivamente, afetando a estrutura e a função das paredes musculares das câmaras do coração.
"Em um coração normal, nós temos dez remadores; desses, só 3 acabam fazendo o esforço. Já num paciente com cardiopatia hipertrófica, dos 10 remadores, 9 estão remando. Então, a caracterização que o músculo acaba ficando é com essa hipertrofia, que causa uma hipercontração e um hiperrelaxamento", explicou Fábio Fernandes, diretor do grupo de Miocardiopatias do Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP) em entrevista ao programa "CNN Sinais Vitais", do Dr. Kalil.
De acordo com o Manual MSD, a condição é uma causa comum de morte súbita em atletas jovens. O índice se deve ao fato de que as paredes espessas e rígidas dos ventrículos não relaxam de maneira adequada e, quando o coração começa a bater rapidamente, normalmente durante atividades físicas, o músculo não possui tempo suficiente para encher de forma correta.
Quais são os sintomas de cardiomiopatia hipertrófica?
- Desmaio (síncope);
- Dor torácica;
- Falta de ar;
- Sensação de batimentos cardíacos irregulares (palpitações).
Os desmaios costumam acontecer de forma inesperada e podem até agravar a situação, resultando em sequelas ou morte dos pacientes.
Como é feito o diagnóstico da cardiomiopatia hipertrófica?
Segundo especialistas, o diagnóstico da doença pode ser realizado por meio de um ecocardiograma, exame cardiológico que permite visualizar o espessamento característico das paredes do coração.
A alteração nas estruturações estruturais no resultado final é o principal indicador da presença da condição, especialmente quando não há outras enfermidades que possam justificar tais modificações.
Em alguns diagnósticos, previamente identificados, os pacientes podem viver bem com a anomalia ao consumirem remédios, como betabloqueadores e bloqueadores do canal de cálcio.
Em casos mais graves, também costumam ser indicados tratamentos com um cardioversor desfibrilador implantável ou um procedimento mais invasivo para melhorar o fluxo sanguíneo.
*Sob supervisão de Gabriela Maraccini, da CNN Brasil


