Geriatra explica sinais de alerta para sintomas de Covid-19 em idosos
Presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia detalhou diferença de sintomas em idosos e população mais jovem

Os idosos são o grupo mais vulnerável a todas as doenças infecciosas, e essa realidade os deixa na faixa dos que mais têm complicações entre os infectados pelo novo coronavírus.
"Mais de 30% dos óbitos que ocorrem pela doença no Brasil são de idosos e é uma característica da própria população", disse à CNN, o presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, Carlos André Uheara, que explicou quais são os sinais de alerta para sintomas da doença na população acima de 60 anos.
Segundo o especialista, os idosos também podem ser assintomáticos, ou seja, não apresentar sintomas de infecção pela doença. "A grande diferença para com a população mais jovem é o maior número de óbitos. 4% dos idosos acima de 60 anos que tiveram Covid foram a óbito; acima dos 70 anos, esse número vai a 8%; e acima dos 80, 16% vão a óbito".
O geriatra disse que os mesmos sintomas apresentados na população jovem também aparecem em idosos com coronavírus (febre, tosse e falta de ar estão entre os mais comuns).
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"Muitas vezes, o idoso não tem febre, apenas pequena elevação da sua temperatura, ou, em outros casos, tem hipotermia. Ao invés de febre, a temperatura corporal cai. Outro sintoma atípico é a sonolência excessiva, o idoso fica mais prostrado, sem vontade de fazer as coisas, cochilando com maior frequência que o normal", explicou.
Outos pontos que merecem atenção, relatados pelo especialista, são agitação fora do comum e o aumento do número de quedas. "Idoso cair é comum, mas não é normal. Se perceber que [após a queda] ele fica ofegante, tem que ficar atento."
(Edição: Sinara Peixoto)