Glioma: entenda tumor que vitimou Kelley Mack, atriz de "The Walking Dead"

Tumor atinge o sistema nervoso central e é considerado raro

Gabriela Maraccini, da CNN
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A atriz norte-americana Kelley Mack faleceu no último sábado (2), aos 33 anos, em Cincinnati, Ohio. A causa da morte foi um glioma, um tipo raro e agressivo de tumor que afeta o sistema nervoso central. A informação foi confirmada por sua família à revista The Hollywood Reporter.

O glioma é um tumor que se forma no cérebro quando as células gliais, que circundam as células nervosas e as ajudam a funcionar, crescem de forma descontrolada. A doença também pode acometer a medula espinhal, de acordo com a Cleveland Clinic.

Existem três tipos de gliomas, classificados conforme o tipo de célula glial em que se originam:

  • Astrocitomas: se originam em células chamadas astrócitos. É o caso do glioblastoma, um tipo de câncer cerebral muito agressivo;
  • Ependimomas: se originam nos ependimócitos, se formando nos ventrículos do cérebro ou da medula espinhal;
  • Oligodendrogliomas: se originam nas células gliais e tendem a crescer mais lentamente, mas podem se tornar mais agressivos com o tempo.

Causas e fatores de risco para o glioma

Segundo pesquisas, os gliomas podem surgir devido a alterações no DNA que fazem com que as células se multipliquem descontroladamente. É possível que essas mutações sejam herdadas pelos pais, mas elas também podem ocorrer repentinamente ao longo da vida, de acordo com a Cleveland Clinic.

Entre os fatores que aumentam o risco para o desenvolvimento de um glioma estão:

  • Idade: é mais comum em adultos acima de 65 anos e crianças menores de 12;
  • Etnia: pessoas brancas podem ter maior probabilidade de desenvolver gliomas;
  • Histórico familiar: algumas mutações podem ser herdadas geneticamente dos pais;
  • Sexo: é mais comum em homens do que em mulheres;
  • Exposição à radiação ou toxinas.

Sintomas dos gliomas

Os sintomas dos gliomas podem variar de acordo com a localização, do tipo, do tamanho e da velocidade de crescimento, de acordo com a Mayo Clinic. Os mais comuns são:

  • Dor de cabeça;
  • Náusea e vômitos;
  • Confusão mental;
  • Perda de memória;
  • Mudanças de personalidade ou irritabilidade;
  • Problemas na visão;
  • Dificuldade de falas;
  • Convulsões.

Como é feito o diagnóstico e tratamento?

O diagnóstico do glioma pode ser feito através de exames para testar os nervos e a função cerebral, além de exames de imagem, como ressonância magnética, tomografia computadorizada e tomografia por emissão de pósitrons (PET-scan). Também pode ser realizada biópsia de tecido cerebral.

Segundo a Mayo Clinic, o tratamento, geralmente, começa com cirurgia, mas ela pode ser arriscada se o tumor estiver localizado em áreas importantes do cérebro. Outras opções incluem radioterapia e quimioterapia, associadas com medicamentos para controlar sintomas como convulsões, inchaço cerebral e problemas de memória.

Após o tratamento, a reabilitação pode ser realizada para recuperar a capacidade de se mover, falar, enxergar e pensar com clareza, já que o glioma pode causar lesões em partes do cérebro responsáveis por essas funções. Isso inclui fisioterapia, terapia ocupacional, terapia da fala e aulas particulares para crianças em idade escolar.