Glioma: entenda tumor que vitimou Kelley Mack, atriz de "The Walking Dead"
Tumor atinge o sistema nervoso central e é considerado raro

A atriz norte-americana Kelley Mack faleceu no último sábado (2), aos 33 anos, em Cincinnati, Ohio. A causa da morte foi um glioma, um tipo raro e agressivo de tumor que afeta o sistema nervoso central. A informação foi confirmada por sua família à revista The Hollywood Reporter.
O glioma é um tumor que se forma no cérebro quando as células gliais, que circundam as células nervosas e as ajudam a funcionar, crescem de forma descontrolada. A doença também pode acometer a medula espinhal, de acordo com a Cleveland Clinic.
Existem três tipos de gliomas, classificados conforme o tipo de célula glial em que se originam:
- Astrocitomas: se originam em células chamadas astrócitos. É o caso do glioblastoma, um tipo de câncer cerebral muito agressivo;
- Ependimomas: se originam nos ependimócitos, se formando nos ventrículos do cérebro ou da medula espinhal;
- Oligodendrogliomas: se originam nas células gliais e tendem a crescer mais lentamente, mas podem se tornar mais agressivos com o tempo.
Causas e fatores de risco para o glioma
Segundo pesquisas, os gliomas podem surgir devido a alterações no DNA que fazem com que as células se multipliquem descontroladamente. É possível que essas mutações sejam herdadas pelos pais, mas elas também podem ocorrer repentinamente ao longo da vida, de acordo com a Cleveland Clinic.
Entre os fatores que aumentam o risco para o desenvolvimento de um glioma estão:
- Idade: é mais comum em adultos acima de 65 anos e crianças menores de 12;
- Etnia: pessoas brancas podem ter maior probabilidade de desenvolver gliomas;
- Histórico familiar: algumas mutações podem ser herdadas geneticamente dos pais;
- Sexo: é mais comum em homens do que em mulheres;
- Exposição à radiação ou toxinas.
Sintomas dos gliomas
Os sintomas dos gliomas podem variar de acordo com a localização, do tipo, do tamanho e da velocidade de crescimento, de acordo com a Mayo Clinic. Os mais comuns são:
- Dor de cabeça;
- Náusea e vômitos;
- Confusão mental;
- Perda de memória;
- Mudanças de personalidade ou irritabilidade;
- Problemas na visão;
- Dificuldade de falas;
- Convulsões.
Como é feito o diagnóstico e tratamento?
O diagnóstico do glioma pode ser feito através de exames para testar os nervos e a função cerebral, além de exames de imagem, como ressonância magnética, tomografia computadorizada e tomografia por emissão de pósitrons (PET-scan). Também pode ser realizada biópsia de tecido cerebral.
Segundo a Mayo Clinic, o tratamento, geralmente, começa com cirurgia, mas ela pode ser arriscada se o tumor estiver localizado em áreas importantes do cérebro. Outras opções incluem radioterapia e quimioterapia, associadas com medicamentos para controlar sintomas como convulsões, inchaço cerebral e problemas de memória.
Após o tratamento, a reabilitação pode ser realizada para recuperar a capacidade de se mover, falar, enxergar e pensar com clareza, já que o glioma pode causar lesões em partes do cérebro responsáveis por essas funções. Isso inclui fisioterapia, terapia ocupacional, terapia da fala e aulas particulares para crianças em idade escolar.


