Governador do PI diz à Fiocruz que estados mantêm plano B para compra de vacina

O encontro aconteceu no momento em que governadores elevam a pressão sobre o governo federal sobre a definição de um cronograma de vacinação no país

Seringa e agulha para vacinação contra o coronavírus
Seringa e agulha para vacinação contra o coronavírus Foto: Andre Melo Andrade/Immagini/Estadão Conteúdo

Thais Arbexda CNN

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Em reunião com a direção da Fiocruz nesta quarta-feira (6), o governador do Piauí, Wellington Dias (PT), que coordena a estratégia para o combate à Covid-19 do Fórum Nacional de Governadores, afirmou que os estados estão dispostos a comprar a vacina contra o novo coronavírus caso o plano nacional de vacinação não avance. 

Dias ressaltou, no entanto, que a compra de imunizantes pelos estados pode potencializar a desigualdade no país. Participaram da reunião virtual com o governador Nísia Trindade, presidente da Fiocruz, e Mauricio Zuma, diretor de Bio-Manguinhos, Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fiocruz. 

“Insistimos no plano nacional de imunização, mas os estados também têm um plano B, que é buscar a contratação direta. Sabemos que isso vai criar um desnivelamento a nível nacional. Ao ser aplicada num estado e no outro não, numa cidade e outra não, a vacina não garante imunização desejada”, disse o governador. 

O encontro aconteceu no momento em que governadores elevam a pressão sobre o governo federal sobre a definição de um cronograma de vacinação no país. Nesta terça (5), Dias teve uma nova reunião com o Ministério da Saúde para cobrar celeridade sobre a imunização. O governador do Piauí propôs, inclusive, uma agenda conjunta entre os três Poderes, na segunda (11), para definir com as farmacêuticas e a Anvisa esse calendário. 

De acordo com Dias, a Fiocruz reafirmou que fará na sexta-feira (8) o pedido à Anvisa para o uso emergencial da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com a AstraZeneca. Com isso, a expectativa do governador é a de que o imunizante esteja autorizado no país até o próximo dia 18. A direção da Fiocruz também disse, segundo o governador, ter capacidade de produzir 15 milhões de doses por mês a partir de fevereiro. 

“Deixamos o apelo para que a Fiocruz trabalhe para atingir sua capacidade plena, de 30 milhões de doses por mês. Isso permitirá que o Brasil tenha um processo de imunização mais célere”, afirmou o governador.

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