Grupo Unidos pela Vacina apoia estrutura de imunização em todo o país

Em diversas regiões faltam termômetros, refrigeradores e computadores; mais de 500 municípios já receberam doações da iniciativa

Bruno Chazan, da CNN Brasil

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Com mais de 40 anos, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) garante vacinas a todos os brasileiros, dos grandes centros às comunidades interioranas. A vacinação contra a Covid-19 expôs, além do desafio da disponibilidade de doses, a complexidade que é montar uma estrutura eficiente para atender milhões de pessoas ao mesmo tempo. A falta de recursos e mão de obra em alguns locais fez com que iniciativas privadas criassem uma rede de apoio a estruturas de vacinação.

O grupo Unidos pela Vacina estabelece uma ponte entre o gestor público e o setor privado e busca empresas que queiram ajudar a construir um novo ponto de vacinação. Esse foi o caso do Sambódromo, que se transformou em um centro de imunização por drive-thru. No Rio de Janeiro, oito pontos de vacinação como esse receberam doações de empresas.

“O setor privado tem cumprido um papel importante desde o início da pandemia com doações e suprindo, muitas vezes, a falta do governo em determinadas áreas. Esse processo ajuda. A agilidade do setor privado tem sido fundamental para a gente enfrentar este momento difícil”, afirma o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes. 

Um levantamento em mais de 5 mil cidades brasileiras, realizado pelo Unidos pela Vacina, revela que regiões mais pobres não têm sequer equipamentos básicos para garantir uma vacinação segura. Faltam refrigeradores para manter as doses na temperatura ideal, termômetros para as caixas térmicas e computadores para o registro dos vacinados. Em todo o Brasil, mais de 500 cidades já receberam apoio da iniciativa.

No Ceará, a cidade de Maranguape ganhou novos computadores. A doação também foi feita a Juripiranga e Santa Cecília, que ficam na Paraíba. Na região metropolitana de Belo Horizonte, Nova Lima recebeu doação para a montagem da estrutura de vacinação em drive-thru. E em Atibaia (SP) aparelhos de ar-condicionado foram instalados nas salas de imunização.

“Do ponto de vista de renda e emprego, nós precisamos vacinar para que a economia tente voltar o mais rápido possível e a gente saia desSe quadro dramático de morte. Ninguém está feliz com isso. A sociedade tem que se engajar”, disse a empresária Cristina Potomati, que apoia a causa.

 

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