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    Infectologista: Lavar as mãos e usar máscara serão legados para os próximos anos

    À CNN, médico Álvaro da Costa, do Hospital das Clínicas, diz que pandemia do coronavírus deixará aprendizados

    Produzido por Fernanda Pinotti*, da CNN em São Paulo

    Em entrevista à CNN, o infectologista Álvaro da Costa, do Hospital das Clínicas de São Paulo, disse que o uso de máscaras e o hábito de lavar as mãos deve permanecer nos próximos anos, mesmo com o fim da pandemia do coronavírus, especialmente no período de inverno quando há maior circulação de vírus respiratórios.

    “No ano passado e neste ano estamos ensinando para a população estes dois fatores para a prevenção de vírus respiratórios. Talvez seja um legado que vai ficar para os próximos anos. No inverno, quem tiver sintoma, vírus respiratórios, terá que utilizar a máscara e lavar as mãos com frequência.”

    Álvaro da Costa afirmou que é preciso que o uso da proteção seja correto para ser efetivo. “A gente deve usar uma barreira de uma forma consistente, utilizando a máscara e trocando a máscara na periodicidade indicada.” 

    O infectologista defende que mesmo após toda a população ser vacinada, as máscaras ainda serão usadas, quando necessário, já que todos aprenderam que qualquer vírus respiratório se transmite pelo ar.

    “Vai chegar um momento, quando a gente tiver uma cobertura vacinal significativa, que a gente vai ter uma real diminuição de casos da Covid-19, mas vai ficar esse legado.”

    Internações por Covid-19

    O médico atende pacientes infectados pela doença desde o início da pandemia no Brasil e disse que ainda hoje, por conta do baixo percentual de população imunizado com as duas doses, a procura ainda é intensa. “Ainda tem um procura muito grande para pacientes com Covid-19, especialmente as pessoas que não foram imunizadas.”

    Ele também observa que a população que não faz parte dos grupos prioritários do PNI (Porgrama Nacional de Imunizações) é quem ocupa os leitos. “Tivemos uma mudança nítida de grupo etário que nos procura agora nos hospitais, de uma população mais jovem.”

    Álvaro aponta que o inverno é o grande desafio para o momento da pandemia de Covid-19 no Brasil, que está em ascensão de novos casos.

    “No inverno a gente vai ter outros vírus respiratórios circulando, mas existe imunização para a maior parte deles, especialmente o vírus de Influenza. Porém, esta questão de lidar com todas as doenças ao mesmo tempo, em um momento em que a cobertura vacinal no Brasil, com as duas doses, é inferior a 20%, talvez seja o maior desafio para a gente nas próximas semanas.”

    * (supervisionada por Elis Franco)