Intercâmbio de vacinas é a saída para completar ciclo vacinal no Rio de Janeiro

Prefeitura carioca já havia liberado o uso de segunda aplicação com imunizante da Pfizer em caso de falta da vacina da Astrazeneca

Fila de vacinação no Rio de Janeiro, em 23/04/2021
Fila de vacinação no Rio de Janeiro, em 23/04/2021 Foto: CNN Brasil

Isabelle ResendeIsabelle Salemeda CNN

no Rio de Janeiro

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O Prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes acredita que, apesar da falta de imunizantes da AstraZeneca em diversas capitais, a vacinação na capital fluminense não terá um prejuízo, uma vez que a Secretaria Municipal de Saúde já aconselha o uso de doses da Pfizer para completar o ciclo vacinal. “A Prefeitura do Rio, desde o início, defendeu a possibilidade de  usar AstraZeneca ou Pfizer como segunda dose. Tendo a Pfizer, a gente consegue atender”, disse o prefeito.

A declaração foi ao lado do governador Cláudio Castro, depois da apresentação do Plano Rio Futuro, em que a prefeitura detalhou como pretende usar o dinheiro arrecadado com a concessão da antiga companhia estadual de água e esgoto, a CEDAE.

Na ocasião, Castro também comentou a importância de imunizar a população. “Continuo cobrando, isso é uma cobrança diária que a gente faz ao Ministério. Chegando vacina, a gente distribui rápido, nessa questão colaborativa do estado com as prefeituras. O que nós queremos hoje é ver nossa população toda vacinada o mais rápido possível”, afirmou o governador.

Na capital fluminense, alguns postos de vacinação já estão apresentando falta da vacina produzida em parceria com a Universidade de Oxford para a segunda dose. Nesse caso, está sendo ofertada a intercambialidade com vacina heteróloga (D2 da Pfizer), conforme disponibilidade. As pessoas que, por algum motivo, não possam utilizar a vacina da Pfizer serão  cadastradas em uma lista de espera até que cheguem novos lotes da AstraZeneca.

A Fundação Oswaldo Cruz retoma nesta segunda-feira (13) a entrega de doses da vacina de Oxford / AstraZeneca para o Programa Nacional de Imunizações (PNI). O quantitativo entregue deve girar em torno de 5 milhões de doses, mas ainda é necessária a confirmação do departamento de controle de qualidade de BioManguinhos.

Segundo a CNN apurou com fontes ligadas à Fiocruz, as entregas devem ser divididas em três datas: segunda-feira (13/9), quarta-feira (15/9) e sexta-feira (17/9). Antes da pausa de duas semanas, a Fundação estava fazendo entregas somente às sextas-feiras. A mudança visa agilizar a distribuição das vacinas.

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