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    Mãe compartilha evolução no tratamento de filha que cheirou pimenta

    Thais Medeiros de Oliveira foi internada em 18 de fevereiro após ter inalado uma pimenta-bode (Capsicum chinense)

    Thais Medeiros de Oliveira durante fisioterapia na Santa Casa de Anápolis (GO)
    Thais Medeiros de Oliveira durante fisioterapia na Santa Casa de Anápolis (GO) Reprodução/Instagram

    Da CNN

    A mãe da trancista Thais Medeiros de Oliveira, de 25 anos, compartilhou, nesta segunda-feira (3), pelas redes sociais, a evolução no tratamento de sua filha, que foi internada na Santa Casa de Anápolis (GO), em 18 de fevereiro, após ter cheirado uma pimenta-bode (Capsicum chinense).

    Segundo a publicação, ela realiza fisioterapia quatro vezes ao dia.

    “A Thais já consegue manter a coluna firme enquanto está sentada. Hoje deixamos ela assim por um tempo, e assim vamos evoluindo cada dia mais até nossa menina estar 100%. É uma longa caminhada, mas estamos dispostos para cada passo com ela”, explica.

    Entenda o caso

    À CNN, o namorado de Thais, Matheus Lopes de Oliveira, contou que os dois estavam em casa almoçando com a família quando a companheira teria cheirado uma pimenta-bode e começou a passar mal.

    Conforme o relato, Thais, que é asmática, teve falta de ar e precisou ser levada às pressas para o hospital. Chegando ao local, a mulher teve de ser reanimada pelos médicos.

    CNN ouviu especialistas para entender o que pode ter ocasionado a reação alérgica grave na jovem.

    Na avaliação do neurocirurgião e professor livre docente do Hospital das Clínicas de São Paulo Fernando Gomes, a trancista pode ter sido vítima de uma reação cruzada – quando há uma resposta imunológica a produtos diferentes, mas com componentes semelhantes.

    O neurocirurgião aponta também a possibilidade de um elemento não identificado ter causado um choque anafilático, a forma mais grave de resposta alérgica que uma pessoa pode experimentar.

    “O antecedente de asma da jovem já mostra que ela tem uma predisposição a processos inflamatórios, autoimunes e até mesmo imunoalérgicos, o que pode configurar um fator de risco a mais nessa situação”, cita.

    A alergista e imunologista do Hospital Albert Einstein Brianna Nicolletti ressalta que alergia a pimenta é rara, mas pode acontecer, assim como a outras especiarias, tal como noz-moscada, canela, entre outras.

    “Vale lembrar que a alergia pode acontecer em qualquer momento da vida, quando ocorre uma ‘desregulação’ do sistema imunológico do entendimento do que seria normal e estranho”, elucida Nicolletti.

    “Você pode desenvolver alergia em qualquer idade, mesmo já tendo ingerido [uma determinada substância] e não ter tido nenhuma alergia, pois o sistema imune está em constante transformação”, completa.

    Como identificar uma reação alérgica grave

    No caso das reações alérgicas graves, a médica indica que os sinais e sintomas surgem minutos ou poucas horas após o contato com a substância. É preciso estar atento para:

    • Vermelhidão, coceira ou inchaços na pele;
    • Tosse, chiado no peito ou falta de ar;
    • Dor de barriga, diarreia ou vômito;
    • Hipotensão (pressão baixa) e;
    • Desmaio ou sonolência.

    O que fazer em casos de reação alérgica grave

    Ambos os especialistas consultados pela CNN são categóricos em afirmar que o primeiro passo ao se identificar uma reação alérgica grave é procurar ajuda especializada no hospital mais próximo.

    Isso porque um choque anafilático pode causar um edema de glote, que pode afetar a garganta e obstruir o fluxo de ar para os pulmões. Se não tratado rapidamente, a condição pode ser fatal.

    No entanto, os médicos ouvidos reiteram que pessoas com predisposição a reações alérgicas graves costumam carregar com si uma caneta injetável de adrenalina, que deve ser aplicada quando necessário.

    Além disso, manter a pessoa preferencialmente deitada, com as pernas elevadas, para facilitar a circulação sanguínea e observar seus sinais vitais são medidas imprescindíveis.

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    (*Publicado por Douglas Porto com informações de Lucas Schroeder, da CNN)