Maioria dos brasileiros mantém máscara em viagens e supermercados, diz pesquisa

Pelo menos 70% dos entrevistados afirmaram que continuariam a frequentar supermercados e a viajar de avião ou ônibus de máscara

Supermercado no Rio de Janeiro
Supermercado no Rio de Janeiro Tânia Rêgo/Agência Brasil

Lucas RochaCarolina Figueiredoda CNN

em São Paulo

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O uso de máscaras como medida de prevenção à Covid-19 deixou de ser obrigatório em todos os estados e no Distrito Federal. No entanto, os brasileiros ainda se mostram cautelosos em abrir mão do item de proteção facial.

De acordo com uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e o Instituto FSB Pesquisa, pelo menos 70% dos entrevistados afirmaram que continuariam a frequentar supermercados e a viajar de avião ou ônibus de máscara.

A pesquisa ouviu 2.015 pessoas, com 16 anos ou mais, em todos os estados e no Distrito Federal, entre 1º e 5 de abril.

A maioria dos entrevistados afirmou que manteria o uso de máscaras em supermercados (73%), viagens de ônibus ou avião (70%), no comércio de rua (64%), nos shoppings (61%) e no trabalho (59%). O índice fica acima de 40% em atividades como cinemas, bares, restaurantes, shows e academias.

A pesquisa aponta que, nos últimos seis meses, o número de pessoas que usam máscaras em lugares abertos e fechados caiu quase pela metade – passou de 55% em novembro de 2021 para 29% em abril deste ano – enquanto houve um aumento entre os adeptos apenas em lugares fechados (de 40% para 53%). Já 17% disseram que não estão usando mais máscaras contra 4% em novembro de 2021.

“É precoce dizer que o uso das máscaras continuará a ser um padrão entre os brasileiros mesmo com o fim da obrigatoriedade. Os índices de contaminação e óbitos por Covid-19 estão muito presentes na memória da população. Precisamos continuar a avaliar esse comportamento nos próximos meses”, diz o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, em comunicado.

A pesquisa também aponta uma grande adesão à vacinação contra a Covid-19 no país. Entre os entrevistados, 95% afirmaram ter recebido pelo menos uma dose – e a maioria (82%) pretende tomar a dose de reforço e completar o esquema vacinal. De acordo com a pesquisa, para 33% da população o medo de conviver com pessoas não vacinadas é considerado grande ou muito grande.

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