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    Médica explica prevenção de coronavírus na gravidez e cuidados com bebês

    Saiba quais os cuidados que grávidas devem ter para evitar a contaminação com o coronavírus durante e depois da gestação

    Da CNN Brasil, em São Paulo

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    A obstetra Célia Silva, vice-presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj), explicou à CNN, nesta quinta-feira (19), quais cuidados as grávidas e mulheres que acabaram de dar à luz devem ter para evitar a contaminação por coronavírus (COVID-19).

    A especialista diz que grávidas com sintomas leves de gripe devem fazer o teste para o novo coronavírus e ficar em isolamento domiciliar enquanto aguardam o resultado. “Elas devem ficar isoladas, inclusive, dentro da própria casa, em um cômodo, e só ter contato com familiares de máscara”, orienta. 

    Em casa, os cuidados devem ser com higiene pessoal, foco no uso de álcool em gel e em lavar as mãos, além de ficar em ambientes limpos – cuidado especial com áreas comuns, como banheiros compartilhados por toda a família. “Tem locais da residência que têm mais movimento e há de se ter um cuidado, até pelo risco da contaminação das superfícies. Higienização sempre”, alerta.

    Já a gestante que tiver manifestações mais graves – como insuficiência respiratória – deverá ficar internada. Além disso, só entram no grupo de risco as gestantes com alguma condição de saúde pré-existente. “As grávidas não são consideradas grupo de risco, porém temos grávidas hipertensas, com cardiopatias e diabetes, que vão se encaixar nisso e devem ter atenção especial e afastamento do trabalho”, esclarece a médica, que também é Associação de Ginecologia e Obstetrícia do Estado do Rio de Janeiro (Sgorj).

    Sem contaminação na gravidez

    Segundo a especialista, três grandes estudos internacionais focados em gravidez e coronavírus mostraram que não houve transmissão vertical do vírus – no útero ou da mãe para o bebê no momento do parto. 

    Contudo, a obstetra destaca que as observações foram feitas no final da gestação – entre o oitavo e o nono mês. “Não temos estudos sobre o início da gestação – as 12 primeiras semanas. Essa é uma grande interrogação”, completa. “Daí temos a orientação de pedir para as mulheres que querem engravidar que posterguem, porque desconhecemos o que irá ocorrer. Não é o momento”.

    Também não há registro de contaminação de bebês por causa do aleitamento materno, segundo a médica. Com isso, ela explica que a orientação mais recente da Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro é que as mãe amamentem normalmente, mas tenham alguns cuidados. “Ela deve usar máscara e ter toda uma higienização das mãos para evitar a contaminação pelo contato e liberação de gotículas da saliva”, recomenda.

    Mudança de rotina 

    Apesar disso, algumas maternidades reduziram a circulação de acompanhantes na unidades a fim de evitar contaminação.

    “Há de se ter consciência. Sabemos que é um momento feliz a chegada de um bebê para a família, mas estamos vivendo um crise e temos uma ameaça invisível com a qual estamos aprendendo a lidar”, pontua.

    “É um repensar. Estamos vivendo um momento de novos hábitos e solidariedade, e vamos pensar muito diferente a partir de agora – tanto nas atitudes em nível de saúde pública como na relação com o outro”, conclui.

     

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