Medicação que pode ter causado efeito rebote em Biden é eficaz contra Covid, diz especialista

Apesar do remédio ser aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), o governo federal não comprou a medicação

Artur Nicoceli e Thiago Félix, da CNN, em São Paulo
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O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, testou positivo novamente para Covid-19 no sábado (30), de acordo com um comunicado do médico da Casa Branca. E o resultado pode ser fruto do efeito rebote causado pelo medicamento Paxlovid, da Pfizer contra o coronavírus.

Porém, apesar das pessoas questionarem nas redes sociais se medicamento é realmente eficaz contra o vírus que causou a pandemia pelo mundo, o infectologista e pesquisador da Fiocruz Julio Croda, em entrevista à CNN, afirmou que é eficaz.

"É eficiente para reduzir o número de óbitos e hospitalizações", principalmente se o tratamento é iniciado nos primeiros dias após testar positivo, de três a cinco dias. Mas alguns especialistas estão recomendando um tratamento mais prologando, de sete a 10 dias, "por conta das características específicas da subvariante BA.5.

Contudo, no Brasil, apesar do medicamento ser aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), o governo federal não comprou a medicação.

"É muito triste a gente saber que existe uma medicação eficaz nesse momento para evitar a hospitalização e óbito, principalmente nos idosos, mas ainda não foi disponibilizada para esse público", disse Croda.

Em nota, o Ministério da Saúde informou que o medicamento (nirmatrelvir e ritonavir) foi incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS) em maio deste ano. "É importante ressaltar que após a publicação da portaria de incorporação do fármaco, vem a fase de implementação do medicamento", finalizou.