Ministério da Saúde avalia que Ômicron pode se tornar predominante, mas menos letal

Até esta quarta-feira, o governo federal registra 170 casos confirmados da nova variante no país e 118 em investigação

Pedestres usando máscaras caminham em rua comercial de São Paulo
Pedestres usando máscaras caminham em rua comercial de São Paulo Amanda Perobelli/Reuters

Basília Rodriguesda CNN

Brasília

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O Ministério da Saúde tem feito avaliações de que a Ômicron se tornará predominante no país, com base no avanço de contaminados, e no comportamento das variantes anteriores.

Até esta quarta-feira (5), o governo federal registra 170 casos confirmados da nova variante no país e 118 em investigação. Mas há estimativas internas do governo de que a Ômicron já seja responsável por 30% dos infectados no Brasil, com os primeiros casos tendo sido registrados em novembro do ano passado. Atualmente, o maior número de casos de coronavírus no país é da variante Delta, que se espalhou rapidamente pelo mundo no primeiro semestre de 2021 assumindo mais infecções que a variante anterior, a Gama, que até então era a mais devastadora.

Para integrantes do ministério, a nova cepa também é preocupante, mas ao contrário das anteriores, até o momento, registra baixo número de óbitos e hospitalização. Em outros países, como Espanha e Itália, o surgimento de novas cepas desencadeou novas ondas de infecção e mortes. Já no Brasil, com o avanço da vacinação, apesar do surgimento de variantes, os impactos mais graves da doença caíram fortemente.

Alvo de críticas, o ministro Marcelo Queiroga tem afirmado a interlocutores que suas declarações vem sendo distorcidas e que, diariamente, avalia os riscos da doença. O ministro possui uma sala de situação dentro do gabinete, um espaço mais reservado, com monitores e gráficos mostrando os indicadores da doença por cepas, idades, unidades da federação.

Nesta quarta, Queiroga anuncia o cronograma de vacinação contra o coronavírus para crianças de 5 a 11 anos, após realização de consulta e audiência pública. A maior parte das pessoas ouvidas pelo ministério opinou que é contra a exigência de prescrição médica para aplicar a vacinação. A decisão será do governo federal e será anunciada.

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