"Mommy Makeover" é febre entre celebridades que deram à luz; saiba o que é

Nomes como Viih Tube e Duda Reis optaram por "combo de procedimentos" meses após nascimento dos filhos

Nicoly Bastos, da CNN
Compartilhar matéria

O corpo da mulher passa por mudanças intensas durante uma gestação e, muitas vezes, alterações permanecem mesmo após o nascimento do bebê. Para lidar com questões como flacidez, estrias e perda da forma corporal, muitas mães têm recorrido ao procedimento que ganhou o nome de "Mommy Makeover", uma combinação de cirurgias plásticas que promete restaurar até a autoestima no pós-parto.

Nos últimos meses, influenciadoras como Viih Tube e Duda Reis reacenderam os holofotes sobre esse procedimento ao compartilharem suas experiências nas redes sociais. Ambas realizaram intervenções estéticas poucos meses após darem à luz. O método une técnicas como mamoplastia, abdominoplastia e lipoaspiração, realizadas em uma única cirurgia.

Segundo a cirurgiã plástica Maiéve Corralo, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, Acombinação é eficaz e segura, desde que feita com os devidos critérios médicos. “É essencial que a paciente esteja saudável, com exames em dia e um IMC abaixo de 30, o que reduz significativamente o risco de complicações como necrose, infecção, seroma ou trombose”, explica à CNN.

Além disso, a médica destaca que só é possível remover até 5% do peso corporal em gordura ou tecido por cirurgia, para garantir segurança e boa recuperação.

“O mais recomendado é que o 'Mommy Makeover' seja feito apenas quando não há mais intenção de engravidar. Isso porque o risco de perda dos resultados é alto”, alerta a médica. Após a correção da diástase, por exemplo, recomenda-se esperar pelo menos dois anos antes de uma nova gravidez. Já em relação às mamas, o ideal é aguardar um ano após o procedimento.

Outro ponto importante é o intervalo para realizar a cirurgia. Após o parto, recomenda-se esperar no mínimo um ano antes de qualquer procedimento eletivo. E, no caso das mamas, ao menos seis meses após o fim da amamentação, para evitar complicações como o extravasamento de leite durante a cirurgia.

O que o procedimento envolve?

Na região abdominal, é comum a retirada de pele com estrias, principalmente abaixo do umbigo, e a correção da diástase — afastamento dos músculos abdominais causado pela gestação. Já nas mamas, os procedimentos variam de acordo com o desejo da paciente, com ou sem prótese de silicone. “Hoje, muitas mulheres têm optado por resultados mais naturais e funcionais, por isso a mastopexia sem prótese, que é a elevação das mamas com reposicionamento do tecido, tem se tornado cada vez mais comum”, afirma a especialista.

Pós-operatório exige estrutura

É importante ressaltar que o pós-operatório impõe restrições importantes à rotina. Um dos principais desafios é justamente o cuidado com o bebê. “A mãe não poderá pegar o bebê no colo por cerca de 40 dias após a cirurgia das mamas, e por até três meses no caso da abdominoplastia. A criança pode sentar no colo, mas a mãe não pode levantá-la ou carregar peso nesse período”, destaca Maiéve.

O planejamento familiar e o apoio da rede de cuidados são fundamentais. “Esse planejamento cirúrgico deve ser feito com calma, levando em conta a rotina da casa e as necessidades da criança”, orienta.

“Quando essas alterações não regridem naturalmente, podem comprometer a harmonia corporal e impactar a autoestima da mulher”, resume Corralo. No entanto, é importante enfatizar que as cirurgias não são necessariamente uma recomendação de saúde, portanto, não estritamente fundamentais às mamães.