MP autoriza prorrogação de contratos de 3.592 profissionais de saúde do Rio

Os novos contratos não poderão ter duração total superior a seis meses

Médicos fazem treinamento no hospital de campanha para tratamento de Covid-19
Médicos fazem treinamento no hospital de campanha para tratamento de Covid-19 Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Da CNN*

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O governo federal autorizou o Ministério da Saúde a prorrogar 3.592 contratos de profissionais de saúde para exercício de atividades nos hospitais federais do Estado do Rio de Janeiro para “atender a necessidade temporária de excepcional interesse público”.

A autorização consta da Medida Provisória 974, publicada em edição extra do Diário Oficial desta quinta-feira.

Os novos contratos não poderão ter duração total superior a seis meses. Ainda segundo o texto, a prorrogação é aplicável aos contratos firmados a partir do ano de 2018 vigentes até hoje e não poderá ultrapassar a data de 30 de novembro de 2020.

O estado do Rio de Janeiro já tem mais mortos por Covid-19 do que a China, país que registrou os primeiros casos da doença, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde e da Organização Mundial da Saúde (OMS). O boletim epidemiológico do Rio contabilizou nesta quinta-feira (28) 4.856 mortes pelo novo coronavírus, enquanto a OMS registrou que a China possui 4.645 mortes pela doença.

Os números vêm a público no momento em que o governo de Wilson Witzel (PSC) é alvo de uma investigação sobre supostas irregularidades na saúde estadual. O próprio governador e a primeira-dama foram alvos da Operação Placebo, realizada pela Polícia Federal na terça-feira (26).

Segundo o monitoramento da Universidade Johns Hopkins, o estado do Rio teve mais mortes por Covid-19 que países como Índia (4.653), a Turquia (4.431), Suíça (4.266) e Rússia (4.142) – que é o terceiro país no mundo com o maior número de casos (379.051), de acordo com os dados compilados pela universidade.

O estado também registrou mais mortes que Peru (3.983), Equador (3.275) e Portugal (1.369). Só a capital fluminense, com 3.293, contabilizou mais mortes que Equador e Portugal.

* Com Estadão Conteúdo

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