“Nos próximos dias vamos atingir o pico da variante Ômicron”, diz infectologista

Infectologista e pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Julio Croda falou à CNN sobre o avanço da variante no Brasil

Anna Gabriela CostaJuliana Alvesda CNN

em São Paulo

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Em entrevista à CNN nesta segunda-feira (17), data em que o Brasil completa um ano da aplicação da primeira vacina contra a Covid-19, o infectologista e pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Julio Croda falou sobre o avanço da variante Ômicron no país.

Para o especialista, o cenário pandêmico causado pela variante do novo coronavírus ainda pode se agravar entre o fim de janeiro e o início de fevereiro.

“Viveremos dias e semanas bastante complicados, acredito que nos próximos dias vamos atingir o pico da variante Ômicron, provavelmente final de janeiro, primeira semana de fevereiro. Só a partir daí vamos observar uma queda no número de casos, até lá podemos ter um aumento nessas cidades com baixas coberturas vacinais”, disse Croda.

O infectologista reiterou a importância da vacinação contra a Covid-19, para todas as faixas etárias, e afirmou que a dose de reforço “deve ser a prioridade número um no Brasil”.

“A prioridade número um no Brasil é a dose de reforço, e lógico imunizar as crianças. Qualquer dose de vacina protege, duas ainda mais, três doses têm uma proteção muito elevada para internação e óbito”, afirmou.

Segundo o infectologista, a variante Ômicron – por ser mais transmissível – pode trazer o risco de internações e óbitos aos não vacinados.

“A Ômicron é mais transmissível, em pessoas vacinadas ela não causa doença severa, mas em não vacinados pode causar internação e óbito. A nova variante não vai causar o mesmo número de óbitos da variante anterior, mas pode estar associada ao aumento de número de hospitalizações e eventualmente pode impactar nos serviços de saúde, não é menos grave”, disse Croda.

Imagens em alta resolução mostram a variante Ômicron:

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