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    Novo remédio contra Alzheimer não é cura, mas é promissor, diz neurocientista

    À CNN Rádio, Mychael Lourenço ponderou que medicamento que retarda sintomas ainda deverá ser avaliado e passar por etapas de estudo

    Estudo indica que o risco de demência é 80% maior em pessoas que tiveram AVC
    Estudo indica que o risco de demência é 80% maior em pessoas que tiveram AVC Foto: Andriy Onufriyenko/Getty Images

    Amanda Garciada CNN

    Um novo medicamento experimental contra o Alzheimer, batizado de Lecamenab, apresentou resultados “nunca antes vistos” para retardar a progressão da doença.

    É o que explica o neurocientista e professor da UFRJ Mychael Lourenço.

    À CNN Rádio, ele ponderou que “tem que ter cautela”, mas que é promissor.

    “Ele é promissor porque claramente, com os resultados, reduz de fato a progressão da doença. Não é a cura ainda, mas retarda o agravamento e promove uma melhor expectativa e qualidade de vida”, disse.

    A notícia é animadora, mas ele reforçou que estudos são necessários para validar a segurança do medicamento.

    “Estudos clínicos levam bastante tempo, precisa ser avaliado na doença progressiva, se funciona da forma esperada e se causa outros prejuízos, e precisa testar em muitos pacientes, sem problemas graves”, contou.

    O mal de Alzheimer acomete principalmente idosos, geralmente acima de 65 anos, e traz diversos sintomas.

    “O transtorno de memória é o mais evidente, traz impacto severo para vida, outros sintomas que acabam sendo relevantes, como agitação, depressão, que trazem vão progredindo, o paciente perde autonomia e capacidade de tomar suas próprias decisões.”

    O Alzheimer não tem causa definida, mas fatores como obesidade, stress, falta de sono e hábitos de vida não saudáveis podem aumentar a chance de desenvolvimento da doença.

    *Com produção de Isabel Campos