Novo tratamento inibe crescimento de células de tumores cerebrais, diz estudo

À CNN Rádio, Dorival Mendes Rodrigues Junior, um dos autores da pesquisa, explicou os dois compostos que apresentaram resultados promissores

Amanda Garcia, da CNN
Gene associado ao maior risco de Alzheimer pode ser, na verdade, uma forma herdada da doença, segundo novo estudo  • Tek Image/Science Photo Library/Getty Images
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Pesquisadores identificaram dois compostos capazes de inibir o crescimento de células causadoras de tumores cerebrais malignos, segundo estudo publicado na revista Scientific Reports.

À CNN Rádio, o Dorival Mendes Rodrigues Junior, que integra o departamento de bioquímica da Universidade de Uppsala, na Suécia, e é um dos autores do artigo, explicou a pesquisa.

“Existe a relevância de identificar novos tratamentos contra o glioblastoma, que é a forma mais agressiva do câncer no cérebro”, disse.

Ele lembrou que há “falta de tratamentos eficazes”, e, por isso, “utilizamos cultura de células e ensaios in vitro” para identificar dois compostos com eficácia dupla.

O A5 (derivado de isoquinolina) e o C1 (derivado de aporfina) são capazes de “não só matar células tumorais, como inibir a formação de novas células.”

Ambos também, de acordo com Dorival Mendes, podem ser combinados com a quimioterapia para uma “eficácia ainda maior.”

O estudo, porém, está em fase pré-clínica, e deverá ainda passar pela validação em animais, para, então, testar, em três fases, em pacientes.

Dessa forma, o tempo para validar o tratamento varia “de acordo com o quanto de investimento você tem”, e pode ser concluído de 5 a 10 anos.

Mesmo assim, o especialista destaca que “os resultados são promissores, e estamos otimistas para essa longa jornada de testes”.

*Com produção de Isabel Campos