O que é broncopneumonia, causa da internação de Bolsonaro
Ex-presidente foi hospitalizado na UTI com quadro de infecção pulmonar

O ex-presidente Jair Bolsonaro, 70, foi internado nesta sexta-feira (13), em Brasília, com um quadro de broncopneumonia. A informação foi confirmada por sua esposa, Michele Bolsonaro, que informou que o político está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
O hospital DF Star informou que os sintomas de Bolsonaro são febre alta, queda da saturação de oxigênio, sudorese e calafrios. Ele passou por exames de imagem e laboratoriais que confirmaram o diagnóstico de broncopneumonia bacteriana bilateral. O tratamento indicado ao ex-presidente até o momento é a administração de antibióticos por via venosa e suporte clínico.
A broncopneumonia é uma infecção pulmonar causada pela interação de um agente infeccioso (que pode ser uma bactéria, um vírus, um fungo ou um protozoário) com o sistema imunológico da pessoa infectada, o que faz com que os tecidos pulmonares (vias aéreas e alvéolos) sejam preenchidos por secreção pulmonar, produtos da infecção (como o pus) e células inflamatórias.
Esses sintomas comprometem o fluxo de ar nas vias aéreas e a capacidade de oxigenação do sangue nos alvéolos pulmonares, disse Gustavo Prado, pneumologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, à CNN Brasil.
A broncopneumonia é uma condição clínica semelhante à pneumonia; a diferença estaria nos exames de imagem. A broncopneumonia apresenta, na tomografia, mais espaços preenchidos por secreção e infiltrado inflamatório, explica Prado.
"Pneumonia e broncopneumonia podem ser consideradas como sinônimos por terem diferenças muito sutis", completou.
O especialista diz que, entre as complicações que podem surgir da broncopneumonia, está a insuficiência respiratória, que ameaça a vida do paciente, trazendo a necessidade de intubação e suporte ventilatório.
Os sintomas da doença incluem:
- Tosse e expectoração;
- Falta de ar;
- Fraqueza;
- Dor no corpo;
- Febre;
- Mal-estar geral.
*Com informações de Gabriela Maraccini, da CNN Brasil, e Everton Lopes Batista


