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    O que fazer após um diagnóstico de infertilidade

    Um em cada oito casais sofre de infertilidade nos Estados Unidos, de acordo com o Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDCs) do país

    Chloe Melas, Brian Mazza e os dois filhos querem ajudar os outros com a história deles
    Chloe Melas, Brian Mazza e os dois filhos querem ajudar os outros com a história deles Foto: CNN

    Chloe Melas, da CNN

    Quando meu marido e eu percebemos que não íamos engravidar à moda antiga, conversamos primeiro com meu obstetra e, mais tarde, com nossos especialistas em fertilidade.

    Enquanto vivíamos essa montanha-russa de emoções, nem sabíamos o que significava FIV (fertilização in vitro) ou IUI (inseminação intra-uterina). Certamente não contamos aos nossos amigos ou família. Na época, ficamos envergonhados com nosso diagnóstico e lutando com a realidade de um futuro potencialmente sem filhos.

    Várias rodadas de tratamentos de infertilidade mais tarde, e agora com dois filhos, adquiri algum conhecimento e experiência. São informações que gostaria que alguém tivesse compartilhado comigo antes de começarmos nossa jornada.

    Se você está enfrentando a infertilidade, ou conhece uma pessoa próxima que está passando por esta difícil realidade, quero compartilhar esse conhecimento com você. Espero que ajude.

    Infertilidade é comum

    Chloe Melas, Brian Mazza e seus dois filhos querem ajudar outras pessoas com sua
    Chloe Melas, Brian Mazza e seus dois filhos querem ajudar outras pessoas com sua história
    Foto: CNN

    Um em cada oito casais sofre de infertilidade nos Estados Unidos, de acordo com os Centros para Controle e Prevenção de Doenças (CDCs) do país.

    “É muito importante lembrar que a infertilidade é muito comum e o quanto falar ou compartilhar sua história pode realmente ajudar a desestigmatizar o tema”, afirmou à CNN a doutora Tia Jackson-Bey, endocrinologista reprodutiva e especialista em infertilidade da Reproductive Medicine Associates no de Brooklyn em Nova York.

    “Não significa que você precisa gritar para todos ou postar nas redes sociais, mas apenas engajar aqueles que são mais próximos de você. Muito pacientes com os quais interajo dizem que, uma vez que revelam à família ou ao melhor amigo, as pessoas também lhes contam histórias de problemas reprodutivos desafiadores, seja infertilidade, perda de gravidez ou aborto espontâneo”, contou a médica.

    Compartilhar sua história “é algo que eu encorajo qualquer um que esteja lutando contra a infertilidade a fazer, é estar aberto para ouvir a pessoa”, disse. “Ela pode ter mais apoio do que pensam”.

    Faça campanha pelo que você precisa

    Embora apenas 19 estados nos EUA ofereçam cobertura obrigatória para fertilidade nos planos de saúde, Alisyn Camerota, da CNN, que passou por fertilização in vitro, disse que uma pessoa não deve aceitar “não” como resposta ao ter negado seu tratamento. Ou de deixar de lutar por abonar os dias perdidos por motivo de saúde. Seja fazendo lobby na empresa onde você trabalha, com o plano de saúde ou seus representantes políticos, não tenha medo de perguntar.

    “Tenho visto mulheres fazerem isso com bastante sucesso”, disse Camerota durante um painel de discussão da CNN sobre infertilidade.

    “Elas procuram o departamento de recursos humanos de seu local de trabalho e têm uma espécie de conversa adulta direta e explicam passo a passo como isso ajuda seus funcionários”, contou. “Isso contribui para um local de trabalho melhor e mais saudável, torna o ambiente mais feliz. E vejam só, depois de fazerem lobby como esse, suas empresas começaram a oferecer cobertura para infertilidade. “

    A Associação Nacional de Infertilidade dos EUA sugeriu pontos de discussão (em inglês) para ajudar os funcionários a abordar o assunto com o RH.

    Ajuda financeira

    Chloe Melas curtindo um dia em casa com o filho
    Chloe Melas curtindo um dia em casa com o filho
    Foto: CNN

    Procedimentos de fertilidade não são baratos. Uma rodada de fertilização in vitro pode custar mais de US$ 12.000 (cerca de R$ 65 mil) nos EUA. Isso não inclui a medicação, de acordo com um estudo da Universidade de Iowa citado pela Conferência Nacional de Legislaturas Estaduais. É por isso que é importante estar ciente de quais são suas opções de assistência financeira.

    Há programas de auxílio nos EUA, como o Bundle of Joy, Baby Quest e Parental Hope. Já o CoFertility é um banco de dados onde você pode encontrar auxílios, serviços doados e descontos em medicamentos.

    A Inception Fertility, uma rede de clínicas de fertilidade, oferece um pacote chamado Bundl, que permite que as pacientes reduzam os custos do tratamento de fertilidade ao empacotar vários ciclos de tratamento com um custo reduzido – com garantia de 100% de devolução do dinheiro se o tratamento não resultar em gravidez.

    Conhecimento é poder

    Existem várias organizações com informações valiosas sobre o tema. A Resolve tem estatísticas e formas de ajudar a fazer a diferença nesse tema onde você vive.

    A Resolve fechou recentemente uma parceria com a modelo Chrissy Teigen e a Ferring Pharmaceuticals chamada Fertility Out Loud. O objetivo é “encorajar homens e mulheres a se manifestarem, agirem e buscarem ajuda mais cedo em sua jornada para a paternidade”. Teigen é casada com o músico John Legend e o casal sofreu um aborto espontâneo no ano passado. Outros sites com informações que podem ajudar são os da Family Equality, Maven Clinic, e a Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva, que oferecem recursos educacionais e grupos de apoio para indivíduos.

    Quando o tema é adoção, os sites Creating a Family e PairTree são boas fontes. Para doação de óvulos e barriga de aluguel, permitidas nos EUA, a fonte é o site Hatch. Há também o EM Power, com um processo passo a passo para doação de embriões. Se você precisa de informações sobre infertilidade masculina, CCRM explica o tema em detalhes. Para a comunidade não branca, as recomendações são os sites Broken Brown Egg e Fertility for Colored Girls.

    Força em números

    Saber que vocês não estão sozinhos nesta jornada é extremamente importante. Quando eu estava tentando ter meu primeiro filho, me peguei lendo posts escritos vinte anos atrás em fóruns de discussões até duas da manhã. Mas agora, há muito mais lugares para onde ir.

    Você pode encontrar grupos de apoio local aqui. Existem também podcasts fabulosos como InfertileAF, This is Infertility e Fab Fertility. Já o Fertility Rally, um evento anual no qual já palestrei, mudou para o virtual em meio à pandemia, reunindo especialistas para discutir todas as áreas da infertilidade.

    Algumas contas do Instagram que gosto de seguir são: Fertilust, Fertility Within Reach, Hilariously Infertile, Roaring Adventures e The Fertility Tribe. Quando se trata de livros, dê uma olhada em “The IVF Planner”, “The Game of Life”, “Fighting Infertility and “The Trying Game”. E um ótimo da perspectiva de um homem é “Swimming Aimlessly”.

    (Texto traduzido, clique aqui e leia o original em inglês)