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    Obstrução intestinal que atinge Bolsonaro pode levar à necrose e perfuração de órgão

    Presidente precisou interromper férias em Santa Catarina e foi internado em hospital de São Paulo na madrugada desta segunda-feira

    Fabrizio Neitzkeda CNN

    Em São Paulo

    Na edição desta segunda-feira (3) do quadro Correspondente Médica, do Novo Dia, a cardiologista Stephanie Rizk falou sobre obstrução intestinal, quadro que levou o presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), a ser internado em um hospital de São Paulo nesta madrugada, sem previsão de alta.

    Bolsonaro passava férias com a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, e a filha, Laura, em São Francisco do Sul, no litoral de Santa Catarina. Na última noite, ele interrompeu a estadia no Forte Marechal Luz e foi de helicóptero para Joinville, onde embarcou no avião presidencial. Em São Paulo, foi levado ao hospital Vila Nova Star, que confirmou o diagnóstico.

    Segundo Stephanie Rizk, o quadro é caracterizado por um entupimento completo ou uma suboclusão, um entupimento parcial do intestino grosso ou delgado. A situação pode causar dores abdominais fortes, além de náuseas e vômitos, parada na eliminação de gases e fezes, e distensão abdominal.

    “A comida para de progredir no intestino, é como se o trânsito intestinal estivesse fechado, com a via bloqueada. Tudo que está para trás fica como se fosse preso. Pode ter náusea e vômito”, explicou. “A pessoa tenta comer alguma coisa e não consegue.”

    A cardiologista também destacou que a internação ainda pode ser reflexo da facada sofrida por Bolsonaro em 2018, quando o então candidato à presidência estava em campanha em Juiz de Fora (MG). De lá para cá, ele precisou ser internado cinco vezes para tratar de consequências do episódio. “As cirurgias prévias abdominais podem ser o principal fator de risco”, disse.

    “No caso do presidente, que teve um trauma… nosso organismo, quando está cicatrizando, forma um cordão fibroso. Em algum momento, a alça fica um pouco mais estreita e causa a obstrução. De 2% a 5% dos pacientes de cirurgias abdominais são acometidos por este quadro”, concluiu.

    Rizk ressaltou que o diagnóstico de obstrução intestinal deve ser feito o mais rápido possível já que, nestes casos, a pressão feita pelo próprio intestino é maior do que a feita pelos vasos sanguíneos. A situação pode causar a chamada isquemia, quando há falta de fornecimento de sangue para uma área do corpo, gerando necrose e perfuração intestinal.

    O tratamento, por outro lado, pode variar. Para casos mais simples, a médica falou sobre os cuidados básicos a serem tomados. “Pode ser desde um quadro mais brando, com repouso, parar de comer e hidratar para o intestino ir com calma”, finalizou.