OMS: aumento de casos de Covid-19 pode ser apenas a ponta do iceberg

Segundo o órgão, alguns países ainda relatam uma queda na taxa de testes

Covid-19 | teste de diagnóstico | novo coronavírus | pandemia
Covid-19 | teste de diagnóstico | novo coronavírus | pandemia Walterson Rosa/MS

Jennifer RigbyManas Mishrada Reuters

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O chefe da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Ghebreyesus, afirmou nesta quarta-feira (16) que o aumento global no número de casos de Covid-19 pode ser apenas a ponta do iceberg. Segundo o órgão, alguns países relatam também uma queda na taxa de testes.

“Esse aumento está ocorrendo apesar das reduções nos testes em alguns países, o que significa que os casos que estamos vendo são apenas a ponta do iceberg”, disse o chefe da OMS, Tedros Ghebreyesus, a repórteres.

As novas infecções aumentaram 8% globalmente na semana passada, em comparação com a semana anterior. Para a OMS, “a pandemia só terminará em algum local quando terminar em todos.”

Na China, os novos casos em 2022 já superam o número total de infectados registrado em 2021. A variante Ômicron, altamente transmissível, desencadeia surtos de Xangai a Shenzhen e representa mais uma ameaça à economia nacional, já que o país está avançando na estratégia de “zero-Covid”.

Todas as empresas, exceto aquelas consideradas essenciais, pausaram as operações ou implementaram o trabalho em casa. A China destoa de muitos outros países que entendem que é hora de aprender a conviver com o vírus.

O número de infectados também disparou na Alemanha, que registrou novo recorde de casos positivos com aumento de 22% em relação a semana anterior. O número de casos voltou a aumentar no início de março, depois que as regras que impedem pessoas não vacinadas de acessar muitos espaços públicos fechados começaram a ser flexibilizadas.

O governo argumenta que, embora os casos estejam aumentando, não há mais um grande risco de sobrecarregar o sistema de saúde devido às vacinas e ao fato de que a variante dominante Ômicron geralmente apresenta sintomas mais leves.

Brasil

O Ministério da Saúde estuda rebaixar estado de emergência sanitária da Covid-19, aumentando os esforços e estudando as possibilidades para alterar o decreto de março de 2020. O texto permitiu com que o governo pudesse alterar regulações e o próprio orçamento de modo a implementar políticas públicas para combater o vírus.

O Ministério se baseia na queda da média móvel do número de casos e principalmente mortes pelo coronavírus, além da baixa ocupação de leitos hospitalares. A média móvel de óbitos está em queda desde o dia 11 de março, registrando 415 na última semana.

De acordo com um monitoramento da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), o número de testes positivos para Covid-19 registrados nas farmácias do país segue em queda. Somente em fevereiro, o volume foi 65% menor do que o resultado de janeiro.

Ainda assim, especialistas divergem sobre o relaxamento do uso de máscaras em ambientes fechados decretado em cidades como Rio de Janeiro e Brasília.

Deltacron

Com cerca de 40 casos no mundo, a infecção simultânea pelas variantes Delta e Ômicron é considerada pela pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Marilda Siqueira, como um fenômeno “extremamente raro.”

*Com informações da CNN Brasil

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